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8 smartphones estranhos [Top Tech]

06:45 | Por Patrícia Gnipper | 18 de Abril de 2018

A gente já mostrou pra vocês 10 celulares antigos com designs no mínimo inusitados, e agora aqui no Top Tech você descobre oito smartphones "diferentões", que provavelmente você nunca ouviu falar.

Alguns deles chegaram a ser lançados, se mostrando um verdadeiro fracasso, e outros podem estar chegando aí a qualquer momento, mesmo que paire no ar a dúvida: será que aparelhos com propósitos tão específicos assim dariam certo, comercialmente falando?

Então, sem mais delongas, vamos à lista com smartphones estranhões para saciar a curiosidade geral:

NoPhone

Imagine um telefone que não funciona. É isso mesmo: o NoPhone se diz ser "uma alternativa sem tecnologia para contato constante da mão ao telefone". Ele serve, então, para saciar a ânsia das pessoas viciadas em dispositivos, sendo um aparelho para segurar com as mãos combatendo o nervosismo, mas sem recursos de fazer ligações, enviar mensagens ou acessar a internet.

Custando só US$ 12, o NoPhone não passa de um pedaço sólido de plástico com o visual de um smartphone e, por US$ 5 adicionais, você pode comprar uma versão que tem um espelho frontal para simular uma selfie. É, a ideia pode parecer ridícula, mas se o produto ainda está à venda, é porque tem gente que compra, né?

Pantone 107SH

Arriscar adicionar um hardware com finalidade muito específica em um aparelho eletrônico pode ser um risco e tanto. Mas, ainda assim, o Softbank decidiu criar o Pantone 107SH, smartphone equipado com um detector de radiação. Isso aconteceu depois do desastre nuclear de Fukushima, no Japão, quando muita gente ficou preocupada por possivelmente estar exposta a níveis nada saudáveis de radiação.

O aparelho roda Android e tem um botão na face frontal cujo único propósito é fazer a leitura da radiação no ambiente. Em apenas 10 segundos o usuário confere os resultados, que têm precisão de mais ou menos 20%. É… esse é o mundo em que vivemos: precisamos de um smartphone para nos dizer se estamos em um local seguro para nossa saúde.

Project Ara

Imagine que legal seria se a gente pudesse comprar um smartphone equipado somente com os recursos que a gente usa de verdade? Sem pagar por funcionalidades de fábrica que só encarecem o aparelho, mas que não atendem às nossas necessidades… Bom, esse aparelho poderia existir, se a Google não tivesse desistido da ideia.

O Project Ara foi imaginado para ser um smartphone modular, permitindo que o usuário escolhesse exatamente quais partes são úteis para si, e também podendo trocar as peças à vontade. Ou seja: além de personalizável, o Ara seria extremamente durável. Cada módulo acomodaria os chips, display, bateria e câmeras de maneira individual, mas em 2016 o projeto foi suspenso, para a nossa decepção.

LG K7i

Na região onde você mora tem muito mosquito? Aqui no Brasil, a gente sofre com epidemias de dengue, zika, febre amarela e tantas outras doenças transmitidas por pernilongos, mas, na Índia, o problema é ainda mais intenso. Por isso, a LG lançou por lá o K7i, smartphone equipado com uma capa anti-mosquitos. Ele não emite nenhum tipo de substância química, como os repelentes em spray, mas, sim, emite sinais que só os mosquitos conseguem "ouvir", afastando os danadinhos de onde você estiver.

ZTE Hawkeye

Existem capinhas "anti gravidade" por aí, que permitem "colar" o smartphone em uma parede. A gente mesmo vende um modelo do tipo na Loja do Canaltech, mas a ZTE, em 2016, decidiu criar um aparelho auto-adesivo de fábrica, dispensando o acessório. A parte de trás do Hawkeye seria feita de um polímero auto-adesivo que pode manter o aparelho firme em uma superfície vertical, como paredes e móveis, permitindo que o usuário faça leituras e assista a vídeos sem precisar ficar segurando o smartphone.

Mas a coisa não pegou: as especificações medíocres do dispositivo renderam muitas críticas, e teve gente chamando o aparelho de "barato, porém genérico". A repercussão negativa foi grande o suficiente para que a ZTE cancelasse a campanha no Kickstarter, que visava arrecadar fundos para seu lançamento.

Solarin

A londrina Sirin Labs criou este smartphone com Android custando nada menos do que US$ 14 mil. O motivo para um preço tão salgado? É que o aparelho foi desenvolvido em parceria com empresas de segurança, contando com um recurso que desativa instantaneamente todas as funções do aparelho, com exceção das chamadas de voz e mensagens de texto criptografadas.

O Solarin é, portanto, um dispositivo de luxo voltado para o mundo das finanças, em que qualquer mínimo vazamento de dados pode significar uma perda de milhões em apenas um instante. Por isso, vale a pena gastar tanto dinheiro em um aparelho que realmente impeça esse tipo de brecha. Maaaas o lançamento não foi tão bem aceito assim, e a empresa decidiu abandonar a ideia inicial, pensando em planejar uma nova linha de produtos com essa mesma finalidade.

Kyocera Rafre KYV40

Você costuma usar o smartphone na cozinha, quando decide seguir uma receita diferente? Imagino que o aparelho deva ficar bastante sujo se você estiver, literalmente, botando a mão na massa, certo? Pensando nesse público bastante específico, a Kyocera criou o Rafre KYV40, que é, surpreendentemente, lavável com água e sabão.

Além disso, o aparelho resiste à água quente de uma torneira aquecida ou chuveiro. Ou seja: além de ser lavável depois da comilança, você também pode tomar banho com ele. Então tá, né?

Siempo

Encerrando a lista, temos o Siempo: um smartphone que pode chegar ao mercado com uma campanha no Kickstarter, e seu objetivo é oferecer um controle de uso para quem é "viciado" no dispositivo. Diferentemente do NoPhone, ele é um dispositivo tecnológico, mas oferece só aquelas funções básicas e essenciais de um telefone, como ligações e mensagens de texto.

Ele também tem uma câmera e conexão 4G, e traz apps básicos como navegador, mapas e e-mail, eliminando do sistema as redes sociais e também o acesso à Play Store – tudo para que o usuário não caia na tentação de baixar alguma coisa. E para garantir que o usuário somente acesse a aplicação que precisar, para mandar uma mensagem, por exemplo, não é possível dar um toque na tela para abrir o app: é preciso digitar no campo específico do sistema o que deseja fazer, como, por exemplo "mandar mensagem para Fulano".

E essa dificuldade para se fazer qualquer coisa é justamente o que fará com que o usuário pense duas vezes antes de usar o smartphone, eliminando seus vícios assim, à força.

 

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