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10 tecnologias de Star Trek que são realidade [Top Tech]

07:30 | Por Patrícia Gnipper | 13 de Dezembro de 2017

Star Trek é uma das produções de ficção científica mais relevantes de todos os tempos. A obra originalmente criada por Gene Roddenberry conseguiu prosperar mesmo após sua morte, lançando novos filmes e séries que continuam marcando gerações de trekkers em todo o mundo.

E algo que sempre fez todo mundo vibrar eram as tecnologias usadas no cotidiano dos oficiais das naves estelares da Federação Unida dos Planetas, como a icônica Enterprise. Acontece que desde os anos 1960 até hoje muitas delas acabaram sendo criadas no mundo real, e, hoje, são parte do nosso cotidiano, ainda que a gente não seja astronauta ou capitão de uma espaçonave.

Confira então a nossa listinha com as 10 tecnologias que saíram diretamente dos roteiros de Star Trek para o mundo em que vivemos:

1) Telefones celulares

Desde a primeira série de Star Trek, aquela com o trio de ouro composto por Kirk, Spock e McCoy, a humanidade deseja um aparelho de comunicação sem fios para conversar em tempo real com seus parças por aí. E isso começou a sair do papel nos anos 1970, com a criação de um protótipo jurássico de telefone celular da Motorola. A coisa foi evoluindo aos poucos e, nos anos 2000, já era difícil conhecer alguém que não tivesse um comunicador nos moldes do dispositivo trekker. Inclusive, alguns dos modelos de maior sucesso eram justamente os do tipo "flip". Coincidência? Acho que não…

2) Fones de ouvido sem fio

Outra coisa que surgiu na primeira série de Star Trek foi um fone de ouvido modernoso, sem fios, usado pela oficial de comunicações Uhura. Com o aparelho, ela conseguia enviar e receber mensagens intergalácticas. Naquela época, os fones populares eram os de cabeça, sendo que os intra auriculares ficaram populares só nos anos 1980 (mas ainda com fios). Os primeiros modelos de fones sem fio usando a conexão Bluetooth chegaram duas décadas depois e, hoje, são parte da nossa vida tanto quanto os telefones celulares (que evoluíram para os smartphones).

3) Tradutor universal

Em toda a franquia Star Trek, uma das coisas que se mantém sempre presente é a conversa entre povos de espécies e nacionalidades diferentes como se todos falassem a mesma língua. No universo trekker, isso é possível pois tradutores universais são uma realidade, mas, aqui no mundo real, a coisa ainda não é bem assim. Mas os novos fones Pixel Buds, da Google, que foram lançados somente em 2017, chegaram para deixar o nosso mundo um pouquinho mais parecido com a realidade de Star Trek. Com os fones, que usam o Google Tradutor como base, as pessoas conseguem conversar ao vivo em dois idiomas diferentes sem precisar entender lhufas da língua estrangeira, já que os fones fazem a tradução em tempo real.

4) Tablets

Em Star Trek: The Next Generation, os PADDs (ou Personal Access Data Devices) faziam o papel dos tablets que temos hoje em dia. O curioso aqui é que esses aparelhos surgiram na série como uma espécie de improviso por conta de um baixo orçamento, mas, na prática, o que acabou acontecendo foi mais uma previsão acertadíssima de produto tecnológico que chegaria ao mercado menos de duas décadas depois.

5) Siri, Alexa, Cortana, Bixby e Google Assistente

Os assistentes pessoais chegaram há alguns anos e rapidamente se tornaram indispensáveis a muita gente. Não é à toa que os speakers inteligentes, tipo Google Home e Amazon Echo, são a verdadeira tendência do momento. Mas, em Star Trek, sempre foi possível pedir para que um computador fizesse tarefas por você, desde pesquisas até agendamento de compromissos. Exatamente como acontece hoje em dia com esses assistentes, que existem no smartphone, tablet, computador e gadgets variados.

6) Cartões de memória

Os cartões de memória viveram seu auge na década passada, sendo indispensáveis para consoles de videogames, câmeras fotográficas e celulares. Sim, ainda usamos cartões em muitos aparelhos, mas a nuvem chegou para tornar essa tecnologia obsoleta. Só que, na época da série original de Star Trek, as mídias físicas de armazenamento de dados individuais faziam parte somente da ficção.

7) GPS

No universo de Star Trek, tanto a comunicação entre a tripulação quanto o teletransporte são baseados na geolocalização individual. Na época da série clássica, esse tipo de rastreamento existia de maneira um tanto quanto rudimentar, usado basicamente por militares e organizações governamentais. Mas, hoje em dia, o GPS faz parte de tudo quanto é aparelho por aí, até mesmo nos celulares mais básicos.

8) Teleconferência

Há 50 anos, a ideia de conversar com pessoas de qualquer lugar do mundo por meio de vídeo em tempo real era viável somente na TV ou no cinema. Mas com o avanço das telecomunicações e dos dispositivos tecnológicos, hoje em dia podemos fazer uma teleconferência com alguém, ou com um grupo de pessoas, somente portando um smartphone com um plano de dados móveis ou acesso a uma rede Wi-Fi.

9) Impressoras 3D

Ainda que a impressão 3D esteja somente dando seus primeiros passos, a ideia de se imprimir objetos e até alimentos em várias gerações de Star Trek já é algo real. Muitas pessoas já usam essas impressoras para criar ferramentas, itens de decoração e acessórios de moda, e já existem impressoras 3D que fabricam alimentos, tipo chocolates, por exemplo.

10) Realidade virtual

Uma das coisas mais legais da Enterprise de Star Trek: The Next Generation era o Holodeck, uma sala onde projeções extremamente realistas recriavam praticamente qualquer ambiente, independente de origem ou época. Esse espaço era usado tanto para simulações de treinamentos de combate, quanto para diversão. E, hoje em dia, a realidade virtual está caminhando para que, em breve, possamos experimentar um Holodeck da vida real.

Bônus: Teletransporte

Ok, ainda estamos longe de poder contar com as maravilhas do teletransporte para que, em uma fração de segundos, a gente possa ir de um local a outro. Isso aparece em Star Trek desde a primeira série dos anos 1960, mas o que já existe nos dias de hoje é o teletransporte quântico. Na verdade, a ciência ainda não consegue mover um átomo de um lugar ao outro, mas já se é capaz de enviar uma cópia exata daquele átomo a uma enorme distância. O problema é que o átomo original é automaticamente destruído quando sua réplica chega ao destino. Então, apesar de a ciência estar trabalhando para tornar o teletransporte trekker uma realidade, ainda temos uns bons anos (talvez séculos) até que essa tecnologia faça parte de nossas vidas sem nenhum dano à nossa integridade física.

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