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Xiaomi Mi A1: um smartphone intermediário com Android One [Análise / Review]

09:13 | Por Adriano Ponte | 18 de Janeiro de 2018
TUDO SOBRE

Mi A1

Sejam bem-vindos à mais uma análise do Canaltech, dessa vez com o Android Puro da Xiaomi, o Mi A1. Essa descrição do aparelho é a que pode ser vista no site oficial do Android One (android.com/one), onde pode-se ler: "este é o Android, puro e simples, direto da caixa".

Se você achava que o termo "Android Puro" era invenção do Canaltech, se enganou. O próprio Google/Xiaomi usam esse termo de forma oficial para descrever esse smartphone de 165g, construído em metal com a frente em vidro, mostrando ao seu redor detalhes em alumínio.

Seu leitor de digitais fica na traseira, realizando a leitura da digital cadastrada imediatamente, ativando a tela já desbloqueada no processo.

Antes que você se pergunte, fazer parte do "Android One" significa que este modelo recebe atenção especial direta do Google, mesmo sendo fabricado pela Xiaomi. O usuário notará updates mais frequentes no aparelho, e isso inclui nossa experiência; ao ligar o modelo já recebemos um update de segurança que estava pendente, e durante nosso período de testes recebemos outra atualização (ref. dezembro/2017).

Segundo esta tela do site parte da experiência é não ter apps desnecessários embarcados, além de tudo que descrevemos até agora.

Um aparelho de metal, da Xiaomi, com alma do Google. Isso define o Mi A1 que você verá nos testes do Canaltech. 

DISPLAY + MULTIMÍDIA

Na frente do Mi A1 temos uma tela IPS LCD de 5.5" rodando na resolução de 1080 x 1920 pixels (fechando em ~403 ppi) com proteção Gorilla Glass 3.

Quando falamos que LCD não é comparável ao AMOLED/OLED, temos exceções que tornam a frase por si só complexa de explicar, dada a qualidade dos painéis LCD topo de linha esbarrando no que as telas AMOLED entregam. No caso do Mi A1 essa semelhança não se aplica.

A reprodução de cores é apenas OK, com tons mais neutros que realistas nas imagens. Se você gosta de cores intensas e vivas, não espere isso do Mi A1, que é bem mais "apagado" e realista. Cenas brilhantes são OK, cenas coloridas são OK... nada demais, imagens boas e equilibradas, sem destaques aqui.

A mesma Xiaomi que entrega áudio estéreo em outros modelos seus apresenta no Mi A1 uma saída única de som na parte inferior do aparelho, abafável como é natural dessa disposição de alto falantes. Apesar de nada empolgante, temos qualidade suficiente para que não aconteçam distorções nas frequências mais intensas.

Mais um modelo (assim como tantos outros) com aquele som "OK" de smartphone, mantendo a "boa qualidade" e o "desinteressante" lado a lado.

ESPECIFICAÇÕES

Equipado com o Chipset Qualcomm Snapdragon 625, temos um aparelho com:

  • CPU Octa-core (2.0 GHz Cortex-A53)
  • GPU Adreno 506
  • 64 GB (armaz. interno) + microSD
  • 4 GB RAM
  • Wi-Fi a/b/g/n/ac (dual-band)
  • Bluetooth 4.2
  • USB-C

USABILIDADE + DESEMPENHO

Se você notou que nossa unidade está rodando o Android 7 (Nougat) e não o Android 8 (Oreo), fique tranquilo; como parte do Android One o Mi A1 está na versão mais atualizada do sistema, como você pode ver no "tweet" oficial da Xiaomi em dezembro, onde também é explicado que a atualização é liberada de forma gradual. Certamente quando você estiver vendo este vídeo nosso aparelho já terá recebido o update logo após o fim das gravações.

Snapdragon 625, chip da metade 2016 que ficou popular pela sua capacidade de processamento competente e excelente gestão energética. Isso ainda funciona em 2018? Tenha certeza que sim.

A maioria esmagadora das opções da Play Store rodam com o pé nas costas, e pode ser que você utilize alguns games e apps mais pesados; eles também funcionam, só exigem um pouco mais do chipset mesmo. Ainda vale a pena ter um Snapdragon 625 durante o ano de 2018.

Existe um bônus: o Android Puro presente no aparelho se traduz numa das coisas que mais gostamos: suavidade de fluidez de sistema todo o tempo, sem esperas para trocar entre apps ou abrir novas tarefas, exatamente como o sistema deveria ser.

Observe o topo do Mi A1 com atenção: há um controlador infravermelho aqui, algo que nunca devia ter saído do "padrão" entre os smartphones do mercado, afinal isso acrescenta usabilidade em qualquer modelo que traga infravermelho a bordo. O app de controle universal da Xiaomi já vem embarcado, mas como falamos de um modelo Android One, você pode desinstalá-lo (e não apenas desativar), podendo escolher outro app de controle universal de seu gosto na Play Store. Caso você opte pela solução da Xiaomi de controle, terá praticamente todas as marcas conhecidas já disponíveis, e poderá controlar o Ar Condicionado, TV e tudo mais que o Mi Remote lista.

CÂMERAS

Câmera dupla é o novo padrão, e temos um kit de 12 MP no Mi A1, com f/2.2 (26mm) em um dos sensores + f/2.6 (50mm) no outro, criando um zoom real de 2x na troca. Vale notar que o Mi A1 NÃO conta com OIS, ou estabilização óptica de imagem, algo que recomendamos para qualquer smartphone que utilize Zoom ou queira realizar fotos mais estáveis com menos luz.

As capturas em vídeo acontecem em até 2160p@30fps.

O software de câmera é da Xiaomi, e as fotos capturadas por ele são imediatas em situações adequadas de luz. O nível de detalhes é bom, e o ruído é bem controlado nas imagens. O balanço de branco é bem acertado, tal como o HDR (que entrega fotos dentro do esperado. Nada de mais).

Quanto ao uso da segunda lente para fotos em distância, temos a mesma consequência que as demais lentes de equivalência 2x trazem: menos entrada de luz. Assim como outros modelos, esse sensor de (f/2.6) produzirá fotos interessantes e detalhadas sob as mesmas condições de processamento do sensor principal, porém será desativado em menos luz automaticamente (e o zoom digital será utilizado nesse tipo de fotografia).

E antes de fecharmos esta seção: na câmera frontal temos um sensor de 5 MP, capaz de capturar vídeos em 1080p.

BATERIA

Acompanhando o aparelho temos um bom carregador de 5V (2A), uma opção boa para os 3080 mAh que movem o Mi A1.

Esse número aliado ao Snapdragon 625 é exatamente o que você precisa para passar o dia com uso normal sem preocupações. Sendo mais exato, ele apresentou em nosso teste de condições padronizadas uma descarga média de 10% por hora de uso de bateria em uso ativo de suas funções. É um bom número, mas acreditamos que os gamers de plantão consigam enxugar esse número com mais facilidade, então lembre que 3080 mAh seguram seu dia com alguma folga, mas sem milagres.

Vale frisar nosso desejo: deveria caber mais bateria nessa fórmula, afinal já vimos aparelhos com esse mesmo chipset e tamanho do Mi A1, porém com baterias 2000 mAh mais potentes, entregando toda a tranquilidade do mundo para usuários exigentes que pretendem jogar horas e estrangular seus telefones durante o dia. 

PARA QUEM ELE É?

Um intermediário com o manto "Android One", porém indisponível no Brasil. Você precisará importar o modelo, e para obter o modelo que analisamos aqui no Canaltech serão necessários entre R$ 850 e 900 reais, dependendo da loja escolhida e das ofertas de época.

Mas para quem é este aparelho? Anote então. Ele é para quem:

  • Prefere um CORPO em metal, com vidro para apenas onde é necessário;
  • Não busca uma TELA arrasadora, mas exige qualidade;
  • Curte seu SOM com fones a maior parte do tempo;
  • Precisa de POTÊNCIA um pouco acima da intermediária;
  • Gosta de zoom na CÂMERA e não necessita de estabilização óptica;
  • Faz uso ativo da BATERIA e quer chegar em casa com alguma tranquilidade.

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