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Vela Bikes Canaltech: tecnologia com design retrô [Análise / Review]

08:11 | Por Redação | 11 de Janeiro de 2018

Alguns estudos já comprovaram que as bicicletas trazem benefícios ecológicos e criam hábitos saudáveis para pessoas muita vezes sedentárias. Com as e-bikes, ou as bicicletas elétricas, a história não é diferente. E em cidades onde o trânsito é um fator determinante para o seu tempo, os modelos mais tecnológicos vêm ganhando espaço.

Ainda que no Brasil os modelos elétricos sejam nicho de mercado, as aplicações já vão começando a ganhar maiores proporções. Em novembro de 2017, a Guarda Civil Municipal (GCM) de Santo André anunciou que as operações de fim de ano vão contar com bicicletas elétricas como companheiras.

Mas, se você só pensa em uma bicicleta elétrica como meio de transporte para o dia-a-dia, ou para ir e voltar para o trabalho ou faculdade, a Vela se encaixa neste cenário. A startup comandada por Victor Hugo Cruz traz uma identidade retrô para as bicicletas, e foi daí que nasceu uma parceria que deu vida à Bike Vela Canaltech.

VISUAL RETRÔ, MAS CHEIO DE TRUQUES

Bicicletas elétricas nada mais são do que bicicletas (AVÁ) mais cômodas e que permitem um tempo maior de locomoção fazendo menos esforço do que num modelo comum. E isso, claro, pensando de um modo básico para entender esses modelos.

Mas a cara das e-bikes não costuma ser tão legal. Se você duvida, dá só uma procurada no Google que os resultados falam por si só. Mas o negócio é que a Vela resgata o visual das bicicletas clássicas da europa, e a tecnologia embarcada nela não atrapalha essa identidade.

Essa escolha agrada bastante, principalmente porque “disfarça” um pouco o que ela faz de verdade. Quando você anda na rua, fica até difícil não perceber que as pessoas estão olhando para você - até porque não é todo dia que você vê uma pessoa pedalando tranquilamente, mas numa velocidade de 20/25 km/h.

Brincadeiras à parte, a Vela é um dos modelos elétricos mais bonitos que nós já vimos. A fiação elétrica fica toda dentro do quadro e com proteção de corrente, enquanto que o motor ocupa o lugar do cubo na roda traseira. Já a bateria fica dentro do quadro. Ela é cilíndrica e ocupa um espaço muito útil, enquanto que o assento fica logo em cima.

Adotar o motor no cubo da roda exigiu que a Vela utilizasse um quadro especial com mais resistência, tubos de aço de alto desempenho e até mesmo alguns componentes utilizados na construção de aeronaves. Vale lembrar, também, que o primeiro modelo da Vela tem três tamanhos de quadro, variando de acordo com o tamanho do ciclista.

Todo esse apelo visual mais clássico também esconde alguns truques. Esse compartimento de couro no meio do quadro, além de estético, é meio que o “cérebro” da bike e agrupa os componentes eletrônicos. O LED indica se ela está ligada ou não, ou com pouca ou muita bateria; e a porta USB permite carregar o seu celular, por exemplo

Logo abaixo do LED, temos uma porta USB 2.0, e depois a entrada para carregar a bicicleta. Se ela estiver verde, isso indica algo entre 100% e 10%; abaixo de 10% ela fica vermelha.

Todo esse apelo visual também faz da Vela 1 uma bicicleta ergonômica. O guidão curvado faz com que você mantenha a postura mais ereta, enquanto que o peso total, dependendo do modelo, pode variar de 19 KG a 23 KG.

Essa cor que vocês estão vendo foi personalizada para o Canaltech, mas a empresa também oferece uma série de acessórios e opções de cores, para você personalizar a bike.

A VELA NA PRÁTICA

Se você ainda não pegou como ela funciona de verdade, aqui vai: na hora que você começa a pedalar, ela liga o motor de 350w de potência e começa a acelerar. O sistema de aceleração única pode ser controlado no botão da manopla esquerda, que limita entre velocidade comum (12~14 km/h) e alta (25~30 km/h). O outro botão, da manopla direita, aciona a lanterna

Esse talvez seja um ponto que talvez leve um certo tempo para você se acostumar. Isso porque não há como controlar a aceleração aos poucos, e isso numa calçada talvez não seja uma solução razoável. Mas, do mesmo modo, assim que você aperta o frio ele desliga o motor; ou mesmo quando deixa de pedalar por alguns instantes.

A Vela se destaca pelo fato de que você precisa o tempo todo pedalar, ou se exercitar, e em troca ela te dá potência suficiente para subir uma ladeira sem precisar se esforçar e chegar todo suado nos lugares.

Com a bateria cheia (36 volts e 365W), a bicicleta consegue ter uma autonomia de 25 a 35Km, mas isso já depende do ciclista e das condições onde a bike é utilizada. O tempo de carregamento dela é de ~3 horas, mas a empresa diz que você pode usar dois carregadores ao mesmo tempo, o que diminui esse tempo pela metade. Ah, e não precisa tirar a bateria para carregar, beleza? É só encaixar o plug ali que fica tudo certo.

Esse pequeno acessório em formato de chaveiro é basicamente a “chave” da Vela. É com esse mini controlador que você pode ligar o alarme, por exemplo. O botão ao lado dele desliga o alarme mas habilita a parte elétrica, e o botão com ícone de raio ativa o motor. Por fim, o último botão emite um alerta sonoro para você localizar a bike.

VALE A PENA?

A Vela tem um propósito interessante e o cumpre perfeitamente bem. Não que ela vá substituir o seu carro, afinal, isso não é a ideia central. Mas, por outro lado, ela pode fazer você utilizar ainda menos o veículo, passando a se exercitar ainda mais e tendo mais tempo de autonomia na estrada do que com uma bicicleta tradicional.

Como ela consegue fazer até 30Km, dependendo do tipo de uso, seria até mesmo o caso de ir e voltar para o trabalho ou faculdade sem se preocupar. Ah, e é claro, o grande apelo da Vela fica na parte visual, que é muito bem estruturada e traz até mesmo proteção contra respingos d’água - eu disse respingos, passar por um dilúvio com ela não seria legal.

Com peso aproximado de 19 a 23 KG, a Vela consegue ser uma das bicicletas elétricas mais bonitas e funcionais da atualidade, tendo em vista que seus componentes internos não estão expostos - e isso sem contar com a parte tecnológica da coisa.

Alguns itens ainda estão em fase de testes, como o rastreador dela. Mas, ainda assim, as bicicletas elétricas, como já falamos anteriormente, ainda fazem parte de um nicho, e a Vela segue esse padrão.

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