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Sony Xperia XZ1 [Análise / Review]

13:27 | Por Redação | 15 de Novembro de 2017
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Enquanto boa parte das fabricantes de smartphones está apostando em cada vez “mais tela e menos bordas”, a Sony manteve neste ano praticamente todas as suas linhas de design. Os produtos não mudaram por fora, mas por dentro foram atualizados por completo.

O Xperia XZ1 é mais um desses nomes com a forte identidade da Sony, mas será que isso é o suficiente para brigar com o resto da indústria?

VOCÊ JÁ VIU ESSE CELULAR

As principais fabricantes de smartphones apostaram em grandes mudanças no ano de 2017, adotando designs mais inovadores para abrigar telas maiores. E apesar de ser uma das gigantes da tecnologia, a Sony não está na lista.

Se nós já batemos na Apple por reciclar o visual do iPhone 6 para o iPhone 8, é claro que nós não deixaremos essa aqui passar, visto que a Sony realmente tem batido forte na mesma tecla há alguns anos. O que deve confortar os fãs da empresa é que toda essa pressão certamente vai influenciar em aparelhos com design remodelado para 2018.

Este aqui é uma cópia menor do Xperia XZ Premium, só que com o sensor NFC na traseira numa espécie de barra para centralizar o flash LED e o sensor de correção de imagem. E tratando-se de “cópia”, temos aqui uma lateral que abriga todos os botões: os para controle de volume, o de energia e o tradicional dedicado para a câmera.

A Sony mantém o leitor biométrico aqui na posição lateral, embora para que a leitura seja feita o usuário precise apertá-lo. Apesar desse recurso não estar disponível, ainda assim a leitura da digital é feita de modo rápido, prático e preciso.

No outro lado estão as nada ergonômicas gavetas separadas para cartões microSD (de até 256 GB) e um nano SIM. Ele não suporta dois chips ao mesmo tempo.

Outra coisa: a Sony garante a certificação IP65/68, que protege o aparelho seja “resistente à água e protegido contra poeira”. Traduzindo para o nosso mundo: não mergulhe ele na água o tempo todo, mas se por acaso isso acontecer, saiba que ele poderá sobreviver numa boa.

E… bem, o design aqui é o de sempre e com “bordas enormes”. Há quem goste, há quem não goste mais. Um fato legal é que o alumínio fosco dá um tom bem interessante ao modelo, e essas listras nas laterais estão nesse formato engraçado por um bom motivo. Segundo a Sony, deste modo fica mais difícil você bloquear o sinal do aparelho ao segurá-lo.

Só que há um porém em toda essa beleza: apesar de aparentar ser bem robusto, o celular ganhou dois machucados no mesmo lado. E isso em uma queda de aproximadamente 25 centímetros. O recado é: não deixe seu XZ1 (ou qualquer outro celular) cair com essa parte pois ele pode ser danificado. E ninguém quer isso, não é?

DISPLAY E MULTIMÍDIA

As 5,2” de tela do Xperia XZ1 carregam a resolução Full HD, substituindo o tamanho e o 4K da versão XZ Premium. E vamos concordar que você realmente não vai sentir uma diferença enorme, considerando os 428 ppi. Mas isso também não é tudo, pois a Sony soube trabalhar com o painel IPS LCD utilizado neste aparelho.

Não temos a melhor relação de contraste do mercado, nem mesmo tons pretos de verdade, mas as tecnologias Triluminos e X-Reality da Sony ajudam a melhorar a experiência.

E por falar nisso, esse aparelho tem suporte para conteúdo HDR10 e um sistema estéreo de som, além do suporte para áudio Hi-Res. Com isto você já consegue ter uma experiência muito boa com ele para assistir filmes ou vídeos em geral, tendo em vista que esse painel também pode ser adaptável.

A Sony ainda te deixa escolher entre três modos de cor e contraste, além do ajuste manual para o balanço de branco. Dentre todos os modos disponíveis, o supervívido talvez seja o menos indicado por forçar demais as cores, de modo que fica nítida a diferença para a realidade.

De verdade, o display do Xperia XZ1 agrada muito e está acima da média para painéis do tipo. Nós só precisamos pontuar que, de fato, há situações em que o brilho acaba sendo fraco demais, mas esta não é uma característica abominável do celular.

E a Sony fez um belo trabalho colocando as duas saídas de som na parte da frente. As músicas são reproduzidas com fidelidade e sem distorção com volume máximo, o que claramente vai agradar tanto quem curte ouvir músicas em ambientes externos, quanto quem curte assistir filmes (sem os fones) ou mesmo jogar no celular.

ESPECIFICAÇÕES

Se o visual do Xperia XZ1 é incrivelmente 2013, ao menos as especificações correspondem ao ano em que estamos. Dentro desse smartphone nós temos:

  • Snapdragon 835;
  • GPU Adreno 540;
  • 4 GB de RAM;
  • 64 GB de memória interna;
  • Bluetooth 5.0.

Agora que a gente já sabe disso tudo, vamos lá conferir os resultados de benchmark desse brinquedinho da Sony.

USABILIDADE E DESEMPENHO

Com um hardware atual para o padrão do mercado, o Xperia XZ1 se comporta da mesma forma que o XZ Premium. Mesmo com muitos aplicativos rodando em segundo plano você não sente o smartphone dar sinais de cansaço, o que também é um bom sinal para quem precisa, por exemplo, usar mais de um app ao mesmo tempo.

Um exemplo do poder de fogo é a maneira como ele se comporta com jogos como GTA: San Andreas, rodando tudo no máximo e sem travamentos. O mesmo acontece com Into the Dead 2, que tem muita renderização acontecendo ao mesmo tempo.

É um desempenho bem exemplar e equiparável ao Moto Z2 Force ou Galaxy S8.

A interface da Sony não é tão pesada, mas traz alguns truques e até permite você mexer nas animações das transições. Nós só não curtimos tanto o fato de que alguns apps de utilidade questionável vêm pré-instalados, mas tudo bem, ainda dá para “esconder” a maioria deles.

O grande destaque aqui é que ele é o primeiro smartphone com Android 8.0 Oreo, que traz como grande destaque um melhor gerenciamento de energia e de multitarefa. Graficamente falando ele também está mais agradável e com animações leves.

Duas coisas bacanas sobre os ícones dos aplicativos nesta versão do Android: 1) você pode escolher o formato em que eles aparecerão na sua tela; 2) se você encostar o dedo por alguns instantes, o ícone pode exibir funções e atalhos rápidos.

A Google Play também passa a ter uma proteção a mais contra aplicativos fraudulentos, e se você navegar até a opção de bateria nos ajustes conseguirá gerenciar melhor os apps que são mais gastões. Também é possível escolher melhor quais apps vão enviá-lo notificações o tempo todo, e claro, o Google Assistente também está aqui.

Um dos diferenciais do XZ1 é o app “Criador de 3D”, que assim como o seu nome já entrega consegue escanear objetos e rostos para produzir moldes em 3D. Com isso você consegue, até mesmo, imprimir um busto do seu amigo; mas tenha paciência, pois o processo não é dos mais rápidos. E o arquivo final é com extensão “.obj”, e não “.stl”, que é o mais comum para esse tipo de aplicação.

Fazer a leitura de um objeto com ele requer espaço e luz, itens essenciais para que o resultado não fique cheio de distorções. E você também pode compartilhar os objetos com os amigos, mas essa ainda não parece uma versão avançada do recurso, e sim um adicional bem simples em relação aos concorrentes.

CÂMERAS

A Sony é um nome bem famoso quando a gente fala de câmeras para celulares. Neste aparelho nós temos um único sensor IMX400 de 19MP, apelidado também de Motion Eye. A gente já, já vai falar sobre o que este sensor tem de especial, mas precisamos pontuar que o dispositivo não tem OIS, deixando que a EIS faça esse trabalho.

A câmera dele utiliza um sensor extra que serve como uma espécie de armazenamento rápido para que a câmera faça o seu trabalho sem lags. Com isto, o sensor consegue ler toda a resolução numa velocidade maior, e também oferece ao aparelho a capacidade de gravar vídeos na insana taxa de 960 fps.

Sério, isso é muito legal. O único porém é o modo como foi implementado, pois apenas 1 segundo de ação é registrado na super câmera lenta da Sony. Se você ainda não está preparado para enfrentar esse desafio de “acertar o momento”, ainda há como gravar em 120 fps e escolher o momento do efeito com o app nativo de edição. O lado não tão empolgante é que nos dois modos as gravações são feitas em 720p.

Mas, ainda assim, as fotos do Xperia XZ1 têm alta qualidade e resolução, mantendo até mesmo detalhes menores nas imagens. As cores também são bem vívidas, mas sem exagerar na saturação. O problema é que ele não faz fotos em RAW, mas se isso não importa tanto assim para você, ele o fará feliz.

Só que nem tudo funciona perfeitamente bem com a câmera do XZ1. O foco não é dos mais rápidos da atualidade, mas ele consegue “travar” em um objeto para fazer rastreamento dele. As fotos noturnas também perdem bastante qualidade, mostrando que a abertura de f/2.0 definitivamente não ajuda em cenários com baixa luz.

Já a câmera frontal de 13 MP faz registros bons, com nitidez e grande quantidade de detalhes. Isso já faz dele um concorrente mais forte nesse quesito, considerando ainda a lente mais aberta e o botão dedicado para as fotos.

BATERIA E ACESSÓRIOS

O mais novo topo de linha da Sony tem 2.700 mAh de bateria, diferente do XZ Premium que tem 3.230 mAh. O lado bacana é que o Quick Charge 3.0 devolve ~60% da carga em 1 hora utilizando o carregador que vem na caixa dele. Vale lembrar, claro, que ele tem uma porta USB-C 1.0, mas que os 100% de energia são preenchidos em pouco mais de 2 horas.

O software da Sony está alinhado com as melhorias do Android Oreo, que claramente tem efeito positivo na autonomia desse smartphone. Só que, ainda na mesma medida, dificilmente você passará de um dia de uso sem apelar para algum dos modos de economia de energia.

Saindo com ele de casa pela manhã e usando tranquilamente, é certeza que no fim do dia (ou, talvez, no começo da noite) ele precise de uma nova carga.

Nós então colocamos ele para rodar vídeos no YouTube conectado apenas ao Wi-Fi, porém com brilho da tela no máximo. O que descobrimos é que, mesmo com resolução menor, o aparelho tem uma descarga de 21% por hora, o que ainda chegar a ser um resultado ligeiramente pior que o seu irmão maior, o XZ Premium.

Quando você comprar esse aparelhinho na loja, vai perceber que na caixa tem um fone de ouvido. Pois é, não se preocupe, a Sony não entrou na onda de matar o conector. Acontece que nesta versão cedida ao Canaltech para análise nós não recebemos o acessório, então vamos pular essa parte, tá bom?

VALE A PENA?

Esse ano está sendo bem difícil para a Sony brigar com a Samsung e o S8, LG e o G6 ou até mesmo a Motorola com o Moto Z2 Force. A fabricante manteve os aspectos visuais da sua linha de produtos que é facilmente reconhecida, com melhorias e refinamentos importantes para um uso satisfatório do smartphone. Mas, apesar disso ser positivo em partes, é também desafiador, pois o mercado vem cada vez mais apostando em inovação de modo geral.

Dentre os recursos de destaque, ficam a tela com boa definição e exibição de cores, a câmera lenta que pode filmar com uma taxa de quadros muito alta e bateria de longa duração. Outro ponto que merece ser citado é o Android 8.0 Oreo, sendo este o smartphone a dar um dos primeiros passos dessa nova versão do software da Google.

O Xperia XZ1 entra para a lista dos smartphones emblemáticos da Sony que carregam muita solidez, boas especificações e um software polido. Mas, ao mesmo tempo em que é um dispositivo verdadeiramente bom, ele é bem frustrante se formos compará-lo com qualquer outro dispositivo topo de linha da atualidade.

A Sony comercializa esse cara aqui por R$ 3.799, ou R$ 200 mais barato que o Xperia XZ Premium. Se você estiver de olho em um aparelho da empresa, fica aí esse pequeno conflito interno, pois os celulares são praticamente os mesmos. A diferença crucial é que o segundo citado tem tela maior e com resolução 4K.

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