Análise de Produto 297 / 340 vídeos

Sony Xperia XA1 [Análise / Review]

08:44 | 27 de Junho de 2017

Durante a MWC de 2017 a Sony lançou a segunda geração do Xperia XA, com nome sugestivo de Xperia XA1. Ele adota um visual mais sóbrio, mantendo bordas finas nas laterais e melhora o hardware, mas será que vale a pena?

Magro e elegante

Por fora o Xperia XA1 é pouca coisa maior e mais pesado do que o modelo anterior, com peso de 145 gramas. O acabamento deixou de ser levemente curvado nos cantos e agora é mais quadradão, seguindo a tradicional linha de design da Sony.

As bordas laterais são muito finas na tela e isso fez com que o aparelho ficasse menos largo. Ele apresenta uma das melhores pegadas em smartphones de 2017, perfeito até mesmo pra controlar o Android apenas com a própria mão que você já segura o telefone. Coisa rara, raríssima em dispositivos com tela de 5 polegadas.

No topo e na parte de baixo ficam detalhes em prata, local onde o corpo é de alumínio (junto das laterais), que dão um ar ainda mais premium ao Xperia XA1. Detalhes que não existiam na versão anterior. Olhando mais uma vez para o topo e também para baixo e você nota dois falantes, que parecem que oferecem som estéreo, mas não são. Doce ilusão. O som sai de outro falante, que fica do lado da porta USB-C. 

Por fim, a bandeja de SIM cards não é híbrida. Felizmente a Sony fez a escolha correta e colocou espaço para dois chips e também espaço para um cartão microSD. Sem sacrificar uma escolha, quando você opta por outra. 

Que bordas grandes você tem!

Na frente a tela é de 5 polegadas, com laterais finíssimas e a parte de cima, junto da de baixo, enormes. Exageradamente enormes, principalmente na barra inferior. Não tem nada lá. Não tem botões, sensores. Nada. Só um espaço mal aproveitado e que poderia ser de tela.

O display é um IPS LCD que lida bem com cores e contrastes, mesmo que em grandes ângulos. Ele só tende a trabalhar com brilho pouco acima dos seus concorrentes, mas não é de hoje que a Sony abusa deste fator e utiliza como ponto positivo. De dia, debaixo de luz solar, é bacana pois ilumina bem a tela. De noite, ou no cinema, ele pode virar uma lanterna apontada para o seu olho.

A tela ocupa quase 71% da frente e que trabalha com resolução HD. Resolução baixa quando comparado aos concorrentes diretos, que já trabalham com telas Full HD, como o Moto Z Play, Galaxy A5 de 2017 e Zenfone 3.

Especificações

Por dentro a Sony escolheu trazer um prato intermediário para o jantar, mas com alguns números pomposos. Ele vem com um processador Helio P20, da MediaTek e que trabalha com oito núcleos. Tem 32 GB de memória interna, 3 GB de RAM.

  • Mediatek MT6757 Helio P20
  • Octa-core 2.3 GHz Cortex-A5
  • GPU Mali-T880MP2
  • 3 GB de RAM
  • 32 GB de memória

Desempenho dentro do esperado

Olhando para um intermediário, o Xperia XA1 faz bem o trabalho e apresenta animações fluidas, transições sem engasgos e tudo isso mesmo quando há muitos apps abertos ao mesmo tempo. Como a resolução de tela é menor do que a de seus concorrentes mais próximos, a CPU precisa trabalhar com menos esforço, a GPU fica mais livre e é isso que dá o fôlego extra.

A interface da Sony também ajuda, com poucas alterações, visual que lembra pontos do Android mais puro e poucos apps pré-instalados. É muito bom ver que a Sony deixou de lado o caminhão de lixo que já vem instalado no aparelho. Ponto muito, mas muito positivo!

Ainda tem mais! Muitos dos apps que já estão prontos para usar nele, como o de previsão do tempo, PlayStation e What’s New, podem ser desinstalados. Ok, é só remover e deixar o instalador lá, mas só de ter a escolha de aceitar, ou não, alguns apps pré-instalados, é ainda melhor.

Em jogos o Xperia XA1 também não decepciona. Deu pra jogar Unkilled com gráficos no máximo e poucas quedas na taxa de frames por segundo, ou então o Breakneck na qualidade padrão, que já é bem alta, sem travamentos. Claro que estes jogos não são novos, mas títulos que serão lançados no futuro, ainda mais pesados, podem ter dificuldades de rodar lisos e com tudo no máximo.

Poderia ser um ponto negativo, mas este aparelho é um intermediário. Este desempenho em games encaixa no segmento do modelo. Resumindo: ele não desagrada, mas também não surpreende.

Câmeras

Com sensor de grandes 23 megapixels e abertura f/2.0, eu esperava fotos que ficassem apenas grandes, mas escuras. Não! O resultado me surpreendeu e mostrou como que a Sony sabe trabalhar bem as imagens. Fotos tiradas durante o dia contam com ótima reprodução de cores e detalhes, pecando apenas para o controle dinâmico de contraste, que às vezes deixa as cores meio que lavadas.

Em ambientes com pouca luz, ou em fotos noturnas, mesmo com uma lente mais escura que alguns concorrentes, como o Moto G5 Plus e o Galaxy A5 de 2017, o Xperia A1 compensou no tratamento da imagem e exibiu boa qualidade. Há uma quantidade razoável de ruído em alguns momentos, algo esperado para sua faixa de preço. A câmera frontal é de 8 megapixels e, bem, serve apenas para aquelas selfies para redes sociais. Nada mais.

Bateria

São 2.300mAh de carga na bateria que não é removível. Em nossos testes com reprodução de vídeo em streaming contínuo com o brilho no máximo, conseguimos uma descarga média de 12,5% por hora. O que demonstra que ele lida bem com um dia inteiro de uso moderado, com alguma coisa restante ao final do dia.

Smartphones da Sony costumam acompanhar um modo de economia bastante interessante, chamado de STAMINA. Não é diferente por aqui e, com este modo, dá pra chegar no segundo dia com mais energia. Claro, reduzindo o uso do celular com esse modo, que faz com que alguns apps não funcionem em background. Isso significa que, muito provavelmente, você não vai receber nenhuma notificação sobre aquela foto de gatinho que acabou de receber no grupo da família. Ou do nude que está te esperando no WhatsApp.

Infelizmente o carregador não é dos mais velozes e você precisa de pouca coisa além de duas horas de tomada para sair de nada até 100% de energia.

Vale a pena?

O Xperia XA1 tem alguns pontos negativos, como bordas imensas no topo, mas vem com bordas extremamente finas nas bordas. Tem tela HD enquanto seus concorrentes já trabalham em Full HD, mas lida bem com fotos mesmo com uma lente mais escura. O design é mais sóbrio, dando uma cara de aparelho premium, por mais que os falantes frontais te enganem.

O preço de lançamento do Xperia XA1 é de R$ 1,7 mil, mas dá pra encontrar ele, no momento da gravação deste vídeo, por algo perto dos R$ 1,5 mil. Um preço maior do que o Moto G5 Plus, Zenfone 3 de 32 GB e o Galaxy A5 de 2017, todos com tela de maior resolução e alguns pontos positivos aqui e ali.

Se fosse a minha compra, eu levaria o Galaxy A5 2017 por ter um corpo ainda mais elegante, bordas muito menores, câmera com melhores resultados, mais bateria e ainda sair, hoje, em média R$ 100 mais barato.