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Samsung Odyssey: um notebook gamer de entrada [Análise / Review]

Duração: 7min • 02 de Agosto de 2017

Notebooks não são a melhor plataforma para games pesados, mas as coisas vem mudando. O problema é que é quase impossível unir este tipo de produto, com custo que não é astronômico.

O Odyssey, da Samsung, é um dos raros exemplos de notebook gamer de entrada. Mas, será que ele é gamer mesmo? 

Visual agressivo suave

O Odyssey tem partes de um notebook mais simples e sem o visual arrojado em metal, mas encaixa perfeitamente no tradicional feeling para gamers. Ele é feito em plástico fosco na cor preta e detalhes em vermelho para todos os lados, como o logo na parte traseira, iluminação das teclas e também o trackpad. Que merece uma ressalva: o material do lado dá a entender que é maior, mas a área de utilização é algo próximo do padrão de notebooks. E, como tudo black piano, esta parte ama marcas de dedo.

As teclas continuam com este visual mais agressivo. São desenhadas com atenção especial para a largura das letras e números, com destaque para o W A S e D, que contam com borda branca, e se você joga em PC, já entendeu o motivo.

A parte inferior tem grelha vermelha e preta, que serve para duas funções. A primeira é de aumentar o espaço de entrada de vento para os dois grandes coolers que ficam logo abaixo. A segunda é de acesso ao conjunto de memória RAM, junto da possibilidade de instalar um SSD na porta PCI EXPRESS.

Uma grande vantagem para este tipo de ventilação é que ele puxa ar gelado de baixo e joga para a parte do fundo do notebook. Isso garante que o teclado fique menos quente e, principalmente, que suas pernas não fritem.

Mesmo com um visual grande, este notebook gamer consegue ser portátil.

São quase dois quilos e meio, bem abaixo da média de concorrentes diretos dele. A espessura fica entre 31 milímetros na parte mais grossa e 15 milímetros onde é mais fino, perto da parte onde você abre a tampa.

Com tudo isso, sim, dá pra colocar o notebook na mochila e sair por ai, pra jogar um overwatch na fila da esfiha.

Tela suficientemente boa

A tela do Odyssey é de 15.6 polegadas, Full HD e com película antireflexiva. Dá pra usar o notebook e ainda deixar de lado, sem que as cores fiquem opacas ou com algum problema pelo ângulo generoso. O gameplay compartilhado com os amigos que estão em volta do computador está garantido.

Especificações

Há dois modelos do Odyssey sendo vendidos no Brasil, sendo um com processador Core i5 e outro com Core i7. Nós recebemos o mais potente de todos, que vem com processador Intel Core i7-7700HQ, 8 GB de memória RAM DDR4 de 2.133 MHz e, infelizmente, apenas HD com 5.400 RPM e capacidade de 1 TB. Lá fora há possibilidade de escolher até 16 GB de RAM e ter um SSD trabalhando com o HD, mas aqui no Brasil não.

  • Processador Intel Core i7-7700HQ
  • Quad-core de 2.8 GHz com até 3.8 GHz
  • 8 GB DDR4 2.133 MHz
  • 1 TB de HDD 5.300 RPM
  • GPU GeForce GTX 1050 com 4 GB

O Windows 10 roda bem ágil com tamanho hardware, incluindo programas e até mesmo o Chrome com algumas abas. Por trabalhar com HD e não SSD, o tempo de abertura de alguns destes é lento, principalmente jogos. Um SSD diminuiria consideravelmente este tempo de carregamento e ainda garante menor consumo de energia.

Na GPU o notebook utiliza uma GeForce GTX 1050 com arquitetura Pascal e 4 GB de memória RAM dedicada. É exatamente a mesma versão da 1050 que está em computadores maiores, em desktops. Isso inclui velocidade do processador gráfico, núcleos de processamento e muito mais.

Ela não é uma 1080, mas nos games que testamos o desempenho foi bem bacana. Rodamos títulos leves como Heroes of the Storm e tudo foi bem, com média de 60 quadros por segundo. Enquanto todos os gráficos estavam no máximo, na resolução nativa do monitor. Testamos ainda em um monitor 4K, que manteve a fluidez e rodou acima de 50 fps durante momentos de batalha intensa, chegando até mais de 100 fps quando não há nada além do próprio personagem na tela.

Overwatch, pouca coisa mais pesado, rodou com 56 fps cravados, na opção EPIC para detalhes gráficos e em Full HD. A média cai somente quando há muito combate no mesmo local, mas a experiência nunca ficou ruim.

Testamos então um título bem mais pesado: Battlefield 1. Com todos os gráficos em HIGH e em Full HD, conseguimos mínimos em 35 fps e máximos de 50 fps. No Ultra esta média baixou um pouco e em alguns momentos ficou com menos de 30 fps, mas a diferença gráfica é pequena após o High, então….dá pra deixar nele e jogar bonito.

Bateria

Claro que tudo isso foi medido com o computador ligado na tomada. Se você pretende sair por ai jogando, até dá. O problema é que a autonomia dele é pífia para isso e o desempenho fica abaixo do registrado. Conseguimos mais ou menos uma hora e quarenta minutos de jogo, e uma média que fica entre três e quatro horas de uso cotidiano. Entenda isso como: estavam abertas algumas abas do Chrome e reproduzindo música de vez em quando, junto de alguns vídeos em tela cheia. Tudo no Wi-Fi.

Vale a pena?

Este é, de fato, um dos notebooks gamers com melhor custo-benefício. Há alguns pontos negativos, como a ausência de SSD e, ainda pior, a impossibilidade de poder pagar mais para um drive de estado sólido. Ele, sozinho, melhoraria consideravelmente o desempenho e ainda contribui para melhor eficiência energética.

Mesmo com estes pontos negativos, o Odyssey é uma das melhores compras quando o assunto é notebook gamer que não vai te custar um rim. Deu pra jogar games mais pesados numa boa, sem reclamações. É uma pena que o SSD não seja opção de fábrica, de verdade.