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Samsung Galaxy J5 Pro [Análise / Review]

Duração: 10min • 10 de Agosto de 2017

O Galaxy J5 é, segundo a Samsung, o smartphone que ela mais vende no Brasil. Tão confiante neste mercado, que o J5 Pro é o segundo novo J5 lançado apenas em 2017. Será que este é melhor que todos os anteriores. Será que ele é o grande divisor de água?

NOVA CARA

Os Galaxy J nunca foram incríveis em construção e há um motivo bem forte para isso: preço. Eles são dispositivos de entrada e que, por estarem nesta linha, economizam onde podem. O J5 Pro esqueceu parte desta lição e abusa de um visual mais arrojado. Ele deixa de lado o plástico e a bateria removível, passando para metal e corpo que é feito em uma única peça.

As antenas precisam conversar com o mundo e é para isso que existem estas linhas. Diferente da maioria dos aparelhos, elas encaixam muito bem em um feeling mais agressivo e não destoam do conjunto. Todos os botões são saltados para fora e não é trabalhoso sentir quando estão no bolso.

Seguindo a tendência de lançamentos recentes da própria Samsung, o J5 Pro coloca o falante do lado direito. Em um primeiro momento o local é estranho, mas é perfeito para quando você joga, assiste filmes ou só segura o smartphone. É um local que eu não consegui tapar sem intenção. E, por não estar abaixo do aparelho, quando você coloca ele em uma mesa o som não fica abafado.

São 158 gramas que não incomodam e, pelo tamanho diminuto, a pegada agradece. Sim, o J5 Pro escorrega um pouco das mãos, mas não é o pior aparelho que vimos por aqui. Não é complicado acessar toda a tela com apenas uma mão e isso ajuda bastante na segurança de deixar o smartphone firme e forte, sem dar chances para alguém puxar o aparelho.

O único ponto do design que vai deixar o pessoal do TOC de cabelo em pé, é a posição do conector de fones de ouvido. Ele é mais para baixo do que para cima, passando a sensação de que está torto. Sim, é algo que você não fica olhando o tempo todo, mas… ah... meu TOC.

BELA TELA

No J5 Prime lançado faz pouco tempo, a tela não era das melhores. A Samsung utilizou um LCD mais simples, que agora dá lugar ao bem falado Super AMOLED. As diferenças são imensas, mas a resolução ainda é o calcanhar de Aquiles deste modelo.

O problema da resolução não seria muito grande, se a concorrência já não estivesse um passo para frente. Dá para encontrar aparelhos como o Moto G5 Plus, Zenfone 3 mais em conta e até o mais poderoso Galaxy A5 de 2017 por um valor colado no que custa o J5 Pro.

A tela dele é boa, não há como negar isso. As cores são bem representadas, dá pra ajustar a saturação manualmente e o ângulo de visão é generoso sem bagunçar as tonalidades, mas pagar mais e ter 720p quando os principais concorrentes utilizam 1080p... fica pesado pro lado do J5 Pro.

ESPECIFICAÇÕES

A Samsung melhorou pouca coisa no processador, quando comparado ao J5 Prime. Ele ganhou mais quatro núcleos, manteve a mesma quantidade de memória RAM e melhorou bastante no conjunto geral.

  • Processador Exynos 7870
  • Octa-core de até 1.6 GHz
  • GPU Mali-T830MP2
  • 32 GB (com 25,24 GB livre)
  • 2 GB RAM

Pra vocês que amam benchmarks e testes frios, seguem aqui alguns resultados que conseguimos.

SANTA MELHORIA NO DESEMPENHO!

Colocando toda a sopa de letrinhas de especificações em prática, o J5 Pro é uma clara evolução ao Prime. Muito maior do que o Prime quando comparado com o J5 Metal, lançado antes. O desempenho no cotidiano me surpreendeu para um aparelho com nome de intermediário bem simples.

Vários aplicativos abertos não fizeram o Exynos engasgar, mas o Facebook foi capaz de soluçar. Se você vai rolando a timeline dele, percebe que o conteúdo não é exibido de forma fluida. Seria um problema, mas... a linha Galaxy J é de entrada, o problema é o preço pomposo deste modelo. Ele bate à porta de alguns mais potentes e nisso desagrada. Sim, são soluços ocasionais e apps mais pesados rodam bem, como Waze e Instagram.

Em jogos temos a maior evolução de todas quando comparado ao J5 Prime. De um Asphalt 8 travado, para um Asphalt Xtreme, mais pesado, rodando muito mais liso. MUITO MAIS. Apelei então para aumentar os gráficos para a melhor qualidade possível e ele tirou de letra. Testando Unkilled encontrei a mesma situação. O J5 Pro conseguiu rodar com todos os gráficos no máximo e sem baixar a taxa de quadros por segundo.

É, eu reclamei da resolução baixa quando comparado aos concorrentes, mas ela faz com que a GPU trabalhe com menos peso, entregando um gameplay mais liso. É, tem seu ponto positivo.

O Android está na versão 7.0 Nougat e a interface lembra quase que tudo que já vimos na launcher que está no Galaxy S8. Seja pelo novo pacote de ícones, forma como a gaveta de apps é acessada ou mesmo no visual renovado da área de configurações.

A lista de apps pré-instalados ainda é grande, mas já foi maior. Temos 18 apps da Samsung, como versões modificadas do app para mensagens, discador e calculadora, junto de pacote do Google, Microsoft com Word, Excel e PowerPoint que podem ser utilizados mesmo sem assinatura do Office 365. Junte isso ao Facebook e Opera Max, para fechar o pacote. Quantidade que não atrapalha muito nos 32 GB presentes por aqui.

Uma novidade bastante bacana e que por enquanto é exclusiva dos novos Galaxy J, é a capacidade de duplicar aplicativos. Não são todos que permitem isso, mas você pode colocar dois Messengers ou dois WhatsApp no mesmo aparelho. Basta segurar o ícone e depois tocar em Instalar o segundo app. Cada um funciona de forma separada e permite contas diferentes do mesmo serviço.

Viu, agora você pode receber gatinhos ou nudes no WhatsApp em duas linhas diferentes, já que o J5 Pro é dual-chip. Ah, a bandeja dele tem espaço para tudo. microSD e dois chips. Nada de escolher entre duas linhas ou memória extra. Parabéns Samsung! Continue com isso.

CÂMERAS

As câmeras também evoluíram, quase que no mesmo passo do hardware e desempenho. Você tem 13 megapixels de sensor traseiro que a lente trabalha em abertura f/1.7 (a mesma do Galaxy S8), enquanto que a frontal também tem a mesma resolução, só que com abertura de f/1.9.

Os resultados, com boas condições de luz, empolgam e cores são muito bem reproduzidas. Há pouco ruído e distorção nas bordas. Áreas sombreadas ficam bem escuras e, justamente neste caso, o HDR salva a vida. Olhe só esta foto, com céu estourado e rua escura. Liguei o HDR, que fica meio que escondido e a foto tem outra cara. A rua ficou bem mais visível, o céu ganhou cores e tudo está mais nítido. Sim, não são todos os casos que melhoram com o HDR, mas em alguns deles a diferença é bem generosa.

Em fotos noturnas, como é de se esperar de um intermediário, o ruído é visível sem qualquer dificuldade. Fica dentro do aceitável, mesmo com ajuda da lente clara que equipa o J5 Pro. A câmera frontal tira boas selfies mesmo em locais menos iluminados, preservando bastante do cenário.

BATERIA

A bateria não é removível e são 3.000mAh de capacidade. A conta bate em 600mAh além do que o J5 Prime. Isso deu mais fôlego em todo o cotidiano, terminando o dia com mais bateria sobrando no aparelho mais recente. Isso inclui streaming de áudio por duas horas, alguns vídeos do YouTube, mídias sociais, três horas e meia de tela ligada, alguns jogos, GPS com o Google Maps e um smartwatch no Bluetooth o tempo todo.

Reproduzindo vídeos na resolução nativa da tela, com brilho no máximo e no Wi-Fi, o J5 Pro registrou descarga média de 10,6% por hora. Bem melhor do que os 15% por hora do J5 Prime.

VALE A PENA?

O J5 Pro vem com design elegante, corpo em metal e falante que não é abafado com tamanha facilidade. A câmera tira boas fotos, vem com 32 GB de memória interna e perde na resolução de tela. Pelo preço dele você encontra o Galaxy A5 de 2017, que é melhor do que o J5 Pro em todos os pontos. Também dá para pegar, ainda economizando mais, um Zenfone 3 de 32 GB, ou o Moto G5 Plus, que lida melhor com fotos.

Resumindo: o Galaxy J5 Pro é uma evolução muito boa para a linha J, mas que esbarra em seu irmão mais potente, o A5 de 2017 e... se fosse com o meu dinheiro, eu iria de A5 de 2017.