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Samsung Galaxy A8: um intermediário com tela infinita e preço salgado [Análise /

12:14 | Por André Fogaça | 16 de Fevereiro de 2018
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O ano de 2017 acabou com o lançamento repentino do Galaxy A8. Ele é o sucessor para o A5 de 2017, pega emprestado mais recursos dos aparelhos topo de linha e mostra duas soluções para intermediários da Sammy: tela infinita e leitor de impressões digitais onde deveria estar.

Design

A linha A da Samsung nasceu com smartphones quadradões, passou para 2017 com um visual mais arredondado e cool. Agora, em 2018, o Galaxy A8 mostra que consegue ser um misto destes dois mundos. Ele é menos quadradão do que os modelos de 2016, além de ser menos arredondado do que os de 2017. Ficou em um misto bastante agradável, com laterais mais retas e que dão um ar de sofisticação extra. 

Três mudanças no design ainda estão por aqui. A primeira e mais fácil de notar é a tela: agora ela ocupa muito mais da frente. A segunda é que acima da tela estão duas câmeras frontais. Por fim, e mais importante, é que o leitor de impressões digitais deixou de estar do lado da câmera e agora está pra baixo.

A pegada agradece, o uso agradece e mesmo que ainda não no melhor local possível, o novo ponto é melhor do que o feito com o S8 e Note 8. A Samsung continua não deixando a câmera protuberante e isso é bastante positivo.

O corpo continua com certificação IP68 para suportar mergulhos de até um metro e meio de profundidade de água doce, por até 30 minutos. Mas, mesmo sabendo que ele pode sobreviver, é melhor não mergulhar propositalmente o smartphone o tempo todo. Além de tirar fotos dentro da piscina, a melhor função para este IP68 é poder lavar o smartphone com uma esponja macia e debaixo da torneira. Além de, claro, sobreviver em dias chuvosos com mais facilidade.

Felizmente a Samsung continua não prestando atenção ao mercado e a entrada para fones de ouvido continua por aqui. Junto de uma entrada para cabo USB-C e espaço para todo mundo nas gavetas para SIM cards. Você pode usar duas linhas ao mesmo tempo e expandir a memória, sem a nada bacana obrigação de matar um recurso, ao escolher o outro.

Uma coisa bastante interessante é que, mesmo com o corpo todo em alumínio e vidro, as antenas continuam precisando de plástico. 

Display

Pela primeira vez, a Samsung colocou suas telas de 18.5:9 dos Note8 e S8, em um modelo que não é topo de linha. O A8 vem com um display de 5.6 polegadas, em tela Super AMOLED e que tem resolução Full HD esticado para telas de proporção diferente.

Como em qualquer modelo da Samsung que não é de entrada, a tela Super AMOLED consegue ótima legibilidade mesmo sob sol intenso. Os pretos são fortes, o que permite um contraste altíssimo. Os ângulos de visão são muito generosos, garantindo pouca aberração cromática mesmo com o celular quase que de lado.

A tela infinita é mais curvada nas pontas de dentro do display do que o S8, mas ainda é muito melhor do que a tela dos Galaxy A lançados em 2017. De fato, esta é a melhor tela que você pode encontrar em um intermediário. Ao menos em todos que foram lançados ainda em 2017 ou bem no começo de 2018.

Ainda sobre ter tela infinita, a maioria dos apps funciona bem com tela mais alta, com um botão no canto direito da tela que aumenta a visão. Funciona, mas para voltar os botões virtuais do Android você precisa deslizar de fora da tela para dentro, o que sempre faz um scroll em alguma página, rede social ou até mesmo faz com que o dedo toque em algum botão.

Tudo resolvido se você não aumentar a tela. Se deixar os botões sempre lá, fixos.

Por dentro

Por dentro, a Samsung continua com seu processador Exynos, em uma versão 7885 Octa, junto de 4 GB de memória RAM e 64 GB de memória interna. O que é estranho é que, mesmo em uma beirada de 2018, o A8 ainda vem com o Android 7 Nougat, deixando o Oreo para depois. Felizmente há uma promessa forte de trazer o Oreo para este modelo em um curto prazo.

No cotidiano, o Exynos continua como uma ótima escolha. Superior aos processadores da Qualcomm em muitos momentos e melhor do que qualquer MediaTek já lançado para intermediários. Não somente pelo desempenho bruto, mas também pelo conjunto de autonomia, fluidez e velocidade.

Ele consegue lidar fácil com tudo que você quiser baixar da Play Store. Mesmo com muitos apps abertos no fundo. Para jogos, testamos títulos pesados como Asphalt Xtreme e Breackneck. Todos rodaram bem, mesmo com gráficos no máximo. Títulos mais leves rodam tão bem quanto, com mais fôlego pra rodar assim por mais alguns anos.

A Samsung Experience, nome que tem agora a TouchWiz, pega emprestado alguns recursos de modelos mais caros. O principal deles é o Bixby, ou a Bixby. Ela é uma assistente pessoal nos moldes do que era o Google Now, só que com retoques extras. Há uma área na tela inicial que exibe informações relevantes para você, como compromissos da agenda, previsão do tempo e até alguns dados de redes sociais.

O Bixby Vision também está aqui, reconhecendo objetos na câmera de forma automática e recomendando imagens semelhantes na internet. 

Em apps pré-instalados, o A8 vem com apenas o pacote Office e soluções da Samsung que você vai usar. Como backup em nuvem, com 15 GB de graça, app de notas, lembretes, relógio com despertador e calculadora. O Facebook também vem pré-instalado.

Após um dia inteiro de uso com o A8 ligado o tempo todo a um smartwatch, escutando música em streaming via 4G e Wi-Fi com um fone de ouvido Bluetooth, ao final do dia o aparelho ainda tinha 30% de bateria. Acima do esperado para os 3.000mAh de capacidade que ele tem.

Em testes de reprodução de vídeo do YouTube, pelo próprio app do YouTube, via Wi-Fi e com o brilho no máximo, a média de descarga foi de 10,5% por hora. Isso mesmo com o brilho no máximo e em uma tela bem maior do que seus concorrentes. Ótimo número e que corrobora por completo com a ótima autonomia registrada no uso comum.

Câmera

Atrás do A8 de 2018 temos apenas um sensor, com 16 megapixels e abertura f/1.7. A mesma que está no S8 e também no Note8. Mas, por mais que a lente trabalhe de forma extremamente semelhante, as fotos ainda não são tão incríveis como os aparelhos topo de linha da Samsung.

E isso faz sentido, já que este é um intermediário potente. Não um topo de linha. Os resultados são muito bons, com detalhes que lidam muito bem com cores. Apenas um pouco abaixo do que o S8 consegue.

Há um novo recurso por aqui, chamado de tetra-cell, que agrupa quatro pixels próximos para aumentar ainda mais a captura de brilho em ambientes mais escuros. E ele consegue ter muito mais luz do que a cena realmente tem.

O HDR agora está escondido e ligado por padrão, na forma automática. Se a câmera entender que você precisa dele, ela o liga. E o granulado, é algo raro. Mesmo em momentos onde a luz estava menos abundante, o granulado é praticamente invisível. Isso é raro até mesmo em aparelhos mais caros, um trunfo do tetra-cell combinado com a lente clara, que deixam o ISO mais pra baixo.

Mas, outro ponto chama atenção e está na frente do A8. Ele não vem com uma, mas sim duas lentes na parte frontal. Uma trabalhando com resolução de 16 megapixels, enquanto que a segunda trabalha com a metade disso. Ambas utilizam abertura de f/1.9 e o objetivo da dupla é de permitir o modo de foco seletivo nas selfies.

Funciona exatamente como no Note 8, só que pra frente. Você pode ajustar o quão desfocado quer o fundo antes ou depois de tirar a foto. Além disso, o foco pode ser trocado ao tocar na imagem registrada. Ah, o tal do tetra-cell também está na câmera frontal e isso garante selfies até mesmo em ambientes mais escuros.

VALE A PENA?

O Galaxy A8 é realmente um passo ainda pra frente na linha já fina que separa um topo de linha de um intermediário. Ele introduz telas infinitas nos intermediários da Samsung, utiliza duas lentes na frente, entrega ótimas fotos em muitos cenários (pecando apenas no brilho muito alto para fotos noturnas), além de quase acertar no novo local para o leitor de impressões digitais.

O preço até que poderia ser um problema, mas o resultado da análise foi tão próximo ao do S8, que cobrar R$ 2,4 mil neste modelo não é tão caro assim. Ainda é um preço complicado de engolir, mas, como todos sabemos, os valores caem em pouco tempo e certamente estará mais aceitável de abril de 2018 para frente.

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