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Novo Kindle Paperwhite: mesma fórmula com extras importantes [Análise / Review]

06:34 | Por Wellington Arruda | 02 de Abril de 2019
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Saiba tudo sobre Kindle Paperwhite (2018)

Ficha técnica

Em fevereiro deste ano a Amazon lançou o novo Kindle Paperwhite (estamos na quarta geração) no Brasil com custo de R$ 499 – o anterior chegou aqui por R$ 479. A companhia optou por melhorar itens que, aparentemente, partiram das opiniões de seus usuários, como a adição de uma nova fonte e um melhor espaçamento entre as letras, trazendo mais legibilidade ao conteúdo.

Em comparação com o Paperwhite de geração anterior, este aqui traz novidades no visual. A parte da frente agora é flat, sem divisões entre a tela de 6 polegadas E-Ink Carta ( e o corpo, além da integração da certificação IPX8, que faz com que ele seja resistente à água. Repetindo: resistente, não à prova d'água, de fato.

Até então, o único dispositivo da Amazon capaz de mergulhar em até 2 metros de profundidade por até 60 minutos (água doce, guys) era o Oasis, que tem custo de R$ 1.149 e mais alguns adicionais.

De qualquer forma, ainda estamos falando de um dispositivo com peso aproximado de 182 gramas e 8.1 mm de espessura. Este é o modelo intermediário do eReader, e aqui no Brasil a companhia trouxe apenas o modelo Wi-Fi.

Ele é fácil de ser carregado mesmo sem uma capinha, e embora nos dias de teste o dispositivo tenha sido colocado na mochila (todos os dias) sem nenhum tipo de proteção, as marcas que apareceram no material com toque emborrachado sumiram naturalmente.

Enfim, temos um dispositivo confortável de ser utilizado e com tela de tamanho razoável. Ele tem 300 ppi de densidade (1448 x 1072p) e 5 LEDs de iluminação no total. Dificilmente você precisará utilizá-lo com o brilho no máximo, mas isso é importante para quem curte ler em locais abertos e com iluminação solar forte.

Quem também costuma ler antes de dormir, com iluminação mais baixa ou até mesmo no escuro, o novo Paperwhite se mostrou também confortável.

Mas, vejam, as principais vantagens de um Kindle estão exatamente na comodidade. Se você precisa ler um milhão de livros para a faculdade, ou têm o hábito de ler mas não curte carregar dois/três livros na bolsa, os 8 GB de memória podem ser uma solução legal. Anteriormente, o Paperwhite vinha com a metade disso.

Se por acaso você precisa de ainda mais espaço, o modelo de 32 GB está disponível por R$ 649. Essa aqui é a versão mais ideal para quem curte audiolivros do serviço Audible, embora ele não esteja disponível para os brasileiros – a menos que os usuários assinem o serviço com uma conta americana.

Uma coisa que facilmente agrada nos e-readers da Amazon é a autonomia de bateria. Desde que peguei esse Paperwhite para testes no dia 6 de fevereiro, ele foi carregado totalmente apenas uma vez (que foi exatamente quando eu cheguei em casa). Fechando o roteiro desta análise em 21/03, ele ainda tinha 20% de energia.

O negócio é que essa autonomia também pode variar. Como aqui no Brasil o único modelo disponível é o Wi-Fi, optei por não deixá-lo conectado todo o tempo. Somente quando precisava sincronizar algum livro novo o Wi-Fi foi ligado, funcionando como uma espécie de modo de economia de energia.

No software o Paperwhite também ganhou melhorias. A Amazon remodelou o sistema de recomendações da loja, os dicionários integrados e buscas rápidas na Wikipédia funcionam bem, além do sistema de marcações (de páginas e trechos) que facilitam bastante na hora de destacar áreas da leitura.

A companhia também traz o Whispersync, que sincroniza automaticamente a página que você está lendo com outros dispositivos, como no celular ou computador. Para quem quiser, também, há como alternar entre as cores do texto e do fundo.

Por outro lado, o dispositivo ainda traz pontos que podem ser melhorados. Kindle e PDFs ainda não combinam, mas pelo menos continua sendo possível. A navegação no sistema também é relativamente lenta, algo que se percebe com mais frequência adicionando notas, trocando de páginas, tentando digitar e mais. Acontece que a taxa de atualização do display não é intensa como num smartphone, portanto você sente essa lentidão.

De qualquer forma, vale a pena apostar o seu dinheiro no Paperwhite se você não tem um eReader ainda para chamar de seu. O dispositivo tem memória de sobra para seus livros e documentos, é leve e confortável e agora traz resistência à água.

Por outro lado, se você apenas quer um leitor de livros digitais mas não quer gastar R$ 499, ainda temos como opção a geração anterior. Ou, se você optar por alguns recursos a menos, ainda há o Kindle que custa R$ 299.

A propósito, a próxima geração do Kindle tem lançamento previsto para o terceiro trimestre aqui no Brasil, e diferente do Paperwhite ele conta com uma cor branca como opção. Mas, por enquanto, o Paperwhite segue como uma opção legal e continua com o melhor custo-benefício da família.

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