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Motorola Moto G6 Plus [Análise / Review]

12:53 | Por Wellington Arruda | 24 de Abril de 2018
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Moto G6 Plus

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Lembra quando o Moto G5S Plus chegou no ano passado com duas câmeras? A Motorola repetiu essa dose no Moto G6 Plus, só que dandos uns toques ambiciosos no aparelho. Prova disso é que ele tem display 18:9, corpo em vidro com cantos arredondados e hardware atualizado.

Bom, vamos trocar uma ideia, agora, sobre o Moto G6 Plus, que de longe é o aparelho “menos Moto G” de toda a linha.

O MOTO G “PLUS PLUS”

Imaginar que o Moto G6 Plus é o “menos Moto G” de todos os que a Motorola já lançou não é algo negativo. Ele agora é premium e tem corpo arredondado nos cantos e na traseira. Essa nova abordagem também inclui o metal nas laterais e vidro nos dois lados. Aliás, vocês já perceberam a semelhança entre ele e o Moto X4?

De qualquer forma, a sexta geração do Moto G tem um grande destaque, e é a nova tela de 5,9”. Ela está maior em relação ao corpo, que já é bem grande. O G6 Plus pesa 165 gramas e é um pouco escorregadio, porém confortável por causa do design com mais curvas. A propósito, ele chega a ser ainda mais leve que o G6 Play.

Seja questão de estética ou ergonomia, o logo “motorola” fica acima do leitor biométrico achatado, e ocupa uma área que, se formos considerar esse vício em telas cada vez maiores, é bem exagerada. E estamos falando apenas da parte de baixo.

A outra opção seria colocar o leitor na traseira, como no G6 Play, porém desta forma a navegação por gestos seria jogada no lixo, e, por se tratar de um celular grande, esta escolha talvez não fosse a melhor. Ainda assim, o leitor dele funciona muito bem e pode ser usado para bloquear o smartphone.

O G6 Plus deixa todos os botões físicos na lateral direita, tem três furos para microfones, e entradas USB-C e P2 para fones. O som do aparelho não é estéreo, mas ele traz tecnologia Dolby Audio e um app exclusivo para gerenciar o áudio. A propósito, o som que sai do G6 Plus tem volume alto e é limpo, algo bem diferente do G5S Plus.

A Motorola também repetiu esse rostinho assustado, quer dizer, o formato da câmera que fica bem saltada. Aliás, aqui tem outro logo da fabricante, só para lembrar a galera em caso de esquecimento.

É… o Moto G6 Plus pode até ser bonito, mas pelo que me consta não foi aqui que eles economizaram nessa câmera saltada, e que é bem mais difícil de ser contornada do que no Moto Z. A fabricante inclui uma capinha na caixa dele, mas ela não deixa a traseira do celular nivelada com o componente.

O display do Moto G6 Plus é IPS LCD e tem 5,9”, mas agora está esticado e com resolução Full HD+ (2160 x 1080p). A experiência é muito boa para assistir vídeos ou filmes, visto que as cores são equilibradas, vibrantes e o brilho é intensamente controlado. Mas ele perde contraste em cenas com tons quentes, e as partes escuras não são realmente escuras.

Como a proporção é esticada, alguns aplicativos ainda não foram adaptados. O exemplo do jogo Skater: a parte inferior exibe uma faixa preta, sem informações, mas ainda é perceptível a luz sendo emitida daquele local.

Ah, e o Moto G6 Plus também tem aquela garantia de sobreviver com respingos d'água, ou talvez numa chuvinha mais leve. Mas é só isso aí, mesmo. Nada de uma proteção mais garantida, como no Moto X4.

ESPECIFICAÇÕES

  • Chipset Snapdragon 630 (4x Kryo 2.2 MHz e 4x Kryo de 1.8 MHz)
  • GPU Adreno 508
  • 64 GB de memória (49 GB livres)
  • 4 GB de RAM
  • Entradas individuais para dois cartões SIM e um MicroSD
  • NFC
  • Bluetooth 5.0

Bom, agora que nós já conhecemos as especificações do G6 Plus, vamos conferir o melhor benchmark da Galáxia.

DESEMPENHO

O Moto G6 Plus, no caso, seria o smartphone mais parrudo da Motorola da linha Moto G, embora o seu desempenho não seja tão forte quanto aparenta. Em relação ao G5S Plus, por exemplo, o novo smartphone fica bem semelhante. E isso quer dizer, basicamente, que você vai utilizar ele sem problemas de travamento o tempo todo.

Mas, claro, isso também quer dizer que o desempenho do smartphone será limitado. Muitos aplicativos na multitarefa, mesmo com 1 GB a mais de RAM, podem fazer o G6 Plus suar. Você nota que os apps são reiniciados com um certa frequência na multitarefa, mas ele funciona de maneira agradável na maioria do tempo, mesmo com dois apps dividindo a tela.

Outra coisa: em alguns momentos, o celular pode demorar para iniciar os apps. Este não foi um problema constante conosco, logo acreditamos ser algum problema de compatibilidade e algo que pode ser corrigido.

O G6 Plus roda o Android 8.0.0 com todos os recursos do aplicativo Moto. Você pode ativar rapidamente a câmera ou o flash com alguns balanços no celular, ou mesmo usar o Moto Voz para dar comandos específicos.

Ele ainda traz Rádio FM e é o único da linha que tem TV Digital. Sim, você vai ter que usar aquele cotoco de fio, que no caso é a antena, para que o recurso funcione bem.

Diferente do que a empresa cita em seu site, o software do smartphone não é puro como nos celulares da família Android One. Existem modificações pequenas e mais ajustes da companhia, embora tudo seja sutil.

O Moto G6 Plus tem desempenho bacana com jogos, embora não seja algo exemplar. Dependendo do título, você percebe um certo serrilhado nos gráficos, que não ficam na qualidade máxima na maioria do tempo. Mas não se assuste: você vai sentir que rola, sim, uma boa jogatina, mas tudo dentro dos limites para o que ele propõe.

CÂMERAS

A aposta da Motorola em câmeras duplas, mais uma vez, está por aqui. 

A primeira das câmeras tem 12 MP f/1.7, e a segunda tem 5 MP f/2.2. Ela existe para auxiliar o Moto G6 Plus nas fotos com fundo desfocado. Ele traz os mesmos recursos do Moto G5S Plus, ou seja, o Modo Retrato e P&B seletivo.

No Editor de Retrato, você escolhe a intensidade do desfoque e também a área de foco, o que é muito bacana. O P&B seletivo também funciona aqui, aí você consegue dar esse efeito dramático nas imagens.

Por último, existe a opção de recortar objetos da imagem e que funciona “daquele jeitão”. Mas o resultado nesse modo é dispensável.

O Moto G6 Plus ainda não é uma solução ideal entre os intermediários para fotos com o “modo retrato”. Ele faz um trabalho razoável e com falhas no recorte, e falta uma certa definição quando você tem muitos detalhes no cenário.

Assim como no Moto G5S Plus, a nossa dica é fazer fotos com bastante contraste entre o que estará em foco e o fundo. E, novamente, muitos objetos podem dar aquela bugada no sensor. Em condições ideais, ele certamente pode fazer fotos melhores.

Mas, tratando-se das fotos em geral, o G6 Plus também não apresentou nenhum grande avanço. A Motorola aumentou a abertura da lente para fotos melhores com baixa luminosidade, mas nós ainda percebemos um certo nível de ruído nas imagens. Para fotos mais casuais, o resultado é muito bom, especialmente com o modo HDR ativo.

A grande novidade NÃO são as fotos com modo retrato, mas sim o reconhecimento de objetos. O Moto G6 Plus reconhece objetos, pode escanear documentos e realiza buscas na internet para mostrar os resultados. E ele até que funciona bem, mas não para todo tipo de produto.

Ele ainda pode demorar um pouco, pois depende da conexão para mostrar os resultados.

Para usar o reconhecimento, basta abrir o app de câmera, apontar o celular para o objeto em questão e tocar no botão que aparece na tela. Vale uma nota de que nem sempre o recurso vai funcionar, e isso é frustrante. Mas está aqui algo promissor e que pode ganhar muitas novidades no futuro.

Na frontal, temos 8 MP f/2.2, diferente da geração passada, que tem abertura de lente f/2.0. Ele continua com flash para selfies, embora as composições não tenham melhorado, de fato. Novamente, temos fotos bem descompromissadas, porém com cores balanceadas.

Por fim, o Moto G6 ainda tem efeitos e máscaras em realidade aumentada, e pode gravar em 4K@30 fps e 1080p com 30 ou 60 fps, mas com estabilização bem razoável.

BATERIA

Os 3.200 mAh do Moto G6 Plus são suficientes para você usar o smartphone o dia inteiro, intensamente, e voltar para casa com de 10 a 20% sobrando. O smartphone não tem nenhum impulso para “dois dias de autonomia”, mas cumpre bem esse período com a tela ligada por cerca de 7 horas.

Aliás, outra coisa bacana é o carregador TurboPower de 15W, que devolve os 100% de energia, saindo do 0%, em no máximo 1h30.

O Moto G6 Plus é mais leve que o G6 Play por ter menos bateria, mas tem autonomia boa, considerando um uso mais pesado. Reproduzindo vídeos em streaming, o celular manteve uma média de 9 a 16% por hora, isso para o YouTube e Netflix, respectivamente. Na geração passada, no mesmo teste, o G5S Plus teve média de 13%/hora.

VALE A PENA?

Esse é o Moto G mais premium que nós já vimos. O celular é, sim, bonito, embora traga o componente da câmera bastante desnivelado em relação ao corpo. O sensor de digitais agora não é mais tão confortável, mas continua funcionando muito bem e com gestos, o que esconde os botões do Android da tela.

Aliás, a tela é um dos grandes destaques. Este também é o maior Moto G já lançado, adotando a proporção 18:9 e maior resolução. Mas nós ainda estamos falando de um smartphone sem áudio estéreo e com a básica proteção contra respingos que a marca oferece.

O Moto G6 Plus é um bom smartphone, com corpo em vidro e especificações “ok”. Ele ainda tem seus pontos fracos aqui, e ali, mas traz NFC, bateria para um dia inteiro de uso e software limpo.

Por mais que eu seja alguém de humanas, vamos lá fazer algumas continhas:

  • O G6 Plus foi lançado por R$ 1.599, mas no varejo ele custa ~R$ 1.450;
  • O G5S Plus foi lançado por R$ 1.499, e hoje custa ~R$ 1.000;

E, agora, numa rápida comparação, o Moto X4 custa hoje em dia uns R$ 1.100; e por último, o Moto Z2 Play pode ser encontrado na faixa dos R$ 1.400.

O que eu quero dizer, é: o Moto G6 Plus é um bom celular, mas ele acaba brigando para os seus próprios companheiros de equipe.

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