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Análise | Samsung Galaxy J4+

12:25 | Por Adriano Ponte | 23 de Novembro de 2018
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A linha J é um dos itens mais populares da Samsung no mercado brasileiro, porém nem toda a gama de aparelhos dentro dessa letra indica um “custo-benefício inquestionável”, sendo alguns mais simples e propositalmente voltados para o segmento de entrada.
Aqui falaremos mais sobre o Galaxy J4+ da Samsung.

CONSTRUÇÃO, DISPLAY e MULTIMÍDIA

Com 178g o J4+ não é um celular pesado, mesmo contando com uma considerável tela na sua frente; falamos de uma IPS LCD de 6.0” (720 x 1480 pixels) 18.5:9, fechando em ~274 ppi; naturalmente o usuário estará limitado ao conteúdo em 720p de resolução, afinal o número quebrado de pixels do J4+ é apenas reflexo da tela mais comprida em seu aspecto.

Quanto à qualidade das cores exibidas nesse display podemos garantir uma coisa: faz parte da já conhecida “maturidade” que as telas IPS LCD tem trazido em smartphones, mesmo nos mais acessíveis. O usuário terá uma boa experiência com cores que tendem ao realismo e fortes níveis de brilho, porém ao custo de pretos lavados de cinza em cenas completamente escuras.

O ângulo de visão do aparelho é bom como esperado para esse tipo de painel.

Continuando a observar o entorno do aparelho podemos notar que não existe local para leitura de impressões digitais, mesmo que a aparência do J4+ seja similar à identidade Samsung de metal na moldura com vidro na frente e traseira nos leve a pensar que um recurso tão básico esteja presente. Uma pena, mas não está. Quem tiver a ilusão de que há um “desbloqueio facial” em troca, esqueça; o J4+ não traz escaneamento de íris, retina ou mapeamento tridimensional do rosto, apenas conta com o velho, inseguro, ineficaz e lento desbloqueio por selfie do próprio Android.

Calma que ainda não acabou: outras duas má surpresas aguardam o usuário que examinar o corpo do J4+ rapidamente: a conexão USB não é tipo-C, logo temos mais um aparelho moderno que traz um conector defasado; a outra desilusão vem por conta da saída de som lateral minúscula presente na direita do J4+ que surpreende pela péssima posição e qualidade sonora decepcionante, facilmente abafável ao segurar o aparelho ou colocá-lo no bolso, além de distorcer todas as reproduções de música.

Fazia tempo que não lidávamos com um retrocesso tão considerável quanto o J4+ oferece nessas escolhas pequenas que nem costumamos mais citar na construção dos aparelhos, afinal criou-se uma espécie de “senso comum” do mínimo a se esperar de aparelhos Android com alguma procedência.


ESPECIFICAÇÕES, USABILIDADE e DESEMPENHO

Dentro do Galaxy J4+ temos o Chipset Qualcomm Snapdragon 425, com destaque para:

  • CPU Quad-core (1.4 GHz Cortex-A53)
  • GPU Adreno 308
  • 2GB RAM
  • 16GB ROM (+ microSD)

Durante nosso período de testes a versão do Android do J4+ era a 8.1 (Oreo) com customização da Samsung sobre o sistema.

Sendo diretos, não é preciso muito além do nome desse chipset para ficar evidente que não falamos de um aparelho que dará conta de muito mais que o WhatsApp e um pouco de Facebook, sem jogos nem nada que seja diferente de rolar uma página pesquisa ou conversa. 2GB de RAM também não ajudam muito para garantir a longevidade e estabilidade do aparelho para padrões de 2018.

Quem busca um tempo de resposta mais imediato para gaming (ou) meramente espera uma troca rápida de aplicativos no dia a dia não terá sua necessidade atendida pelo modelo. Seu chipset entrega CPU e GPU muito básicas e consideravelmente abaixo dos padrões da Play Store de 2018, tanto pelo fato da linha Snapdragon 425 nunca ter sido projetada para alto desempenho (quanto) pelo chip estar em três anos de idade (e contando), logo quem pretende comprar um J4+ colocará no bolso tecnologia de entrada defasada (pelo preço de nova).

É garantia de que você terá engasgos e esperas para abrir até mesmo aplicativos leves, mas que acumulados com o uso diário darão uma segurada nas rédeas curtas do J4+. Quem busca “benchmarks” do aparelho pode conferir o óbvio sobre isso tudo.

BATERIA

Dentro do J4+ temos 3300 mAh de bateria, uma quantia interessante para um aparelho mais simples, que mostrou em nossos testes uma descarga média de 12% por hora dessa energia, movendo o J4+ por algo entre 8 e 9 horas de uso contínuo.

Sendo esse o resultado do nosso teste de estresse, fica claro que o aparelho tem tudo para funcionar até o final do dia em uso misto e moderado, com chances baixas de pedir um carregador antes de chegar em casa.

CÂMERAS

Na traseira do aparelho temos uma câmera de 13 MP (f/1.9) 28mm (wide), capturando vídeos em [email protected]

As imagens são OK para um aparelho que fica entre o segmento de entrada e intermediário, mostrando um nível de detalhes também OK com luz ideal. Em ambientes internos há bastante ruído visível e grandes chances da sua foto sair borrada pela falta de estabilização.

Agora, indo para a frente temos uma câmera de 5 MP (f/2.2), que mal faz seu papel se comparada a outros modelos que a própria Samsung oferece (e sem elevar muito os preços nessa comparação); as selfies do J4+ trazem aberrações cromáticas e tem dificuldades de lidar com iluminação forte; os detalhes se perdem na suavização também.

VALE A PENA?

Não temos como negar que o J4+ é de entrada, seja pela data defasada de seu chip, seja pela performance “aceitável” da câmera principal, seja pela tela comum… nada disso descreve um aparelho acima do que qualquer celular deve oferecer, ainda mais com itens sérios faltando na lista (como o leitor de impressões digitais ausente).

Com preço de R$ 999 no site oficial da Samsung na data de publicação desta matéria temos um enorme sinal de alerta sobre a linha J ser a melhor opção da empresa para quem busca pagar menos e levar mais - nada disso se aplica ao J4+, sendo muito mais interessante cogitar a linha Galaxy A da geração passada que oferece literalmente “tudo” superior ao que temos no J4+.

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