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Análise | Drone DJI Mavic Air – portátil e poderoso

15:14 | Por Adriano Ponte | 08 de Março de 2018

Pode ser que 2018 aproxime ainda mais os usuários finais de seus sonhados drones, afinal portabilidade ainda é parte do “kit” de problemas que afasta possíveis compradores de seus sonhados quadricópteros voadores.

Você andaria com uma garrafinha d'água de unicórnio por aí? Se a resposta é sim, você andaria com o Mavic Air da DJI, um dos drones mais portáteis do momento, com cheirinho de 2018 nele.

O Mavic Air é propositalmente portátil. "Mavic" é a série dobrável (de alto rendimento) de drones da DJI voltada para portabilidade; Spark é a série da marca voltada para diversão descompromissada; Phantom é o segmento de imagem profissional área (e acima da série Phantom, só as soluções de cinema/indústria).

Agora você sabe exatamente a qual segmento da fabricante o Mavic Air pertence, e qual seu propósito de existência: imagens boas num corpo o mais compacto possível, tendo apenas 430 g; apesar de pequeno e dobrado no seu bolso, o Mavic Air suporta gravações em 4K (com auxílio de um gimbal de 3 eixos para a estabilização de imagem). Naturalmente acima do Spark, o Mavic Air traz ainda um sistema anticolisão melhorado. Esse último detalhe é particularmente importante, afinal o pequeno (mas não dobrável) Spark mostrou deficit no seu sistema “anti-perda-de-muito-dinheiro-num-drone”.

Não se deixe enganar pelo tamanho e peso: o Mavic Air é bem construído e basta manuseá-lo para ter a certeza de trata-se de um drone sólido e bem projetado; isso inclui o bem pensado local onde está o gimbal do Air, recuado em seu corpo e potencialmente protegendo a câmera pela sua estrutura totalmente inserida nessa frente côncava do Mavic Air; existe uma proteção que vai sobre essa frente para o transporte do drone e proteção adicional do gimbal fora de operação.

Na caixa do Mavic Air você encontra: o drone, uma única bateria (falaremos disso mais tarde), um carregador proprietário, um controle remoto redesenhado da DJI, um pequeno case para carregar o Mavic Air por aí dobrado, quatro protetores de hélice e dois jogos de hélice para o drone.

Nova Geração

O Mavic Air possui sensores ao longo do seu corpo para evitar colisões frontais/traseiras/inferiores, contando com um novo algoritmo da DJI para unir e entender essas informações melhor e mais rápido numa espécie de percepção tridimensional de ambiente; seu retorno para a base (comando para que o drone retorne ao local de decolagem) também aproveita esse kit de medição ambiental, criando em seu registro interno uma espécie de “foto” e pontos de referência do local de onde levantou-se para chegar mais precisamente nele na volta na hora do pouso automático.

Dessa forma temos as correções que o Spark necessitava indiretamente aplicadas ao Mavic Air, sendo portátil com ares de profissional. De certa forma, podemos aplicar isso para a câmera do pequeno voador. Temos um sensor capaz de gravar vídeos em 4k (a até 100Mbps, 30fps), com sensor CMOS de 1/2.3″; ele fotografa em até 12MP (com HDR) e combina fotos para panorâmicas de até 32MP. Capturas em slow motion (120fps) podem ser feitas, porém em 1080p.

Em geral o Mavic Air produz imagens nítidas e com nível de detalhe e HDR excelentes, mantendo a saturação das imagens realista e precisa, praticamente sem tendências à cores vibrantes.

A estabilização é ótima, mostrando que o pequeno gimbal consegue lidar com a realidade instável de um drone muito bem (e isso inclui boa quantidade de vento totalmente invisível para quem está assistindo às imagens produzidas, no limite oficial de 35 km/h de corrente de ar).

O modo cinema é parte importante para quem busca transições suaves ao virar a câmera e ajustar ângulos durante as capturas (criando vídeos como se houvesse uma “grua” com câmera); também é necessária certa prática do usuário com os controles de toque do gimbal no Mavic Air para atingir ainda mais essa suavidade em movimentos de câmera. Vale lembrar que não deve-se esperar que o drone faça milagres de estabilização numa curva fechada no modo “sport”, afinal neste modo o Mavic Air prioriza agilidade, inclinando-se para frente e beirando os 70 km/h (quando atinge sua velocidade máxima).

Sabemos que provavelmente você não vai usar o áudio do drone em seus vídeos (quase todas as imagens de drones que você encontra no YouTube são cobertas com trilha sonora), mas precisamos dar uma nota: o barulho de “abelhas-africanas furiosas usando cortadores de grama”, aquele som característico de drones em geral, é um pouco mais alto que o esperado no Mavic Air.

Hélices menores, alto giro… pura física meus amigos, nesse caso deixando o som de voo do drone mais agudo que o irmão maior (Mavic Pro). Vale lembra que o Mavic Pro tem em seu projeto hélices que suavizam (um pouco) seu ruído, então deliberadamente o Mavic Air fará mais barulho para voar por todas as razões possíveis.

Controle Mini

Uma pequena unidade de controle acompanha o Mavic Air, talvez pequena demais para muitos. O controle incluso possui duas garras laterais para que você necessariamente use seu celular para visualizar a câmera e tenha a telemetria de voo disponível.

Talvez nada disso seja um problema, porém a comunicação do controle com o drone é um detalhe a se notar: ela ocorre via WiFi, e não via radiofrequência específica (como vemos em outros modelos da DJI). A consequência disso é que o alcance máximo do controle é de 4 km em condições ideais, ficando abaixo dos 7 km do Mavic Pro.

Um detalhe discreto: os manetes/alavancas/joysticks do controle são removíveis, algo óbvio para o usuário mas nem tanto para as fabricantes; você pode levar no bolso o controle dessa forma sem quebrar a peça, e caso quebre pode substituí-la. Básico e genial.

Energia e USB

Sem esconder o jogo: quadricópteros ainda são sinônimo de drones que voam pouco e ficam muito tempo carregando, então cogitar o modelo com o KIT “Fly More” (voe mais) da DJI com baterias extras para o Mavic Air é quase obrigatório para quem já pretende gastar um valor considerável no pequeno voador. 2375 mAh de energia evaporam como se fossem fumaça dentro do modelo.

Dizemos que você precisará de várias baterias para ter uma experiência de voo aceitável é a nossa resposta para os pífios 18 minutos de voo que você terá por bateria (o número real seria 21 minutos, porém existe o fator “bateria baixa, retornar para a base” que corta o número real para 17).

Para o controle remoto temos números melhores, com aproximadas 3 h de autonomia por carga (e outras 3 h de recarga para repor a energia).

Caso você esteja se perguntando sobre essa porta USB-C no Mavic Air, não pense sobre carregar a bateria do drone por ali. Você precisará usar o carregador proprietário que acompanha o drone para recarregá-lo ao longo de 50 minutos.

Essa pequena porta (que não é para carregar o drone) serve para descarregar dados que você tenha produzido com ele; pode não parecer mas existem 8GB de memória interna no Air. É uma espécie de “plano B”, para casos seus cartões de memória estejam cheios e você precise de algum GB extra de emergência. 

Vale a pena?

Antes de falarmos em preços, já se prepare: o Mavic Air não é barato…. porém lembre que o modelo oferece uma alternativa melhor que o Spark (aquele modelo compacto mas com braços não dobráveis como o Mavic Air). O sistema de detecção de obstáculos é melhor neste modelo, além da imagem produzida ser superior em todos os aspectos. Pronto para o preço?

  • R$ 4.199,00 para o KIT básico;
  • R$ 5.199,00 para o pacote “Fly More”, e segundo o que já dissemos: não faz sentido comprar o drone fora deste pacote, sendo “dinheiro jogado fora” não ter nenhuma bateria extra.

Optando pelo kit “Fly More” fica menos obsceno pagar tanto por um produto que voe por pouco menos de 20 minutos, porém dentro da realidade de drones desde ano temos uma alternativa menos cara aos drones para imagens quase profissionais, com controle melhorado no caso do Air.

Vale lembrar que se você busca profissionalmente capturar imagens ainda temos no Mavic Pro melhor desempenho com menos luz, além de mais silêncio de voo na versão Pro Platinum.

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