Malware para Android também é capaz de contaminar smart TVs

Por Redação | 17.06.2016 às 15:33

Como dispositivos cada vez mais conectados, não ia demorar muito para que os televisores inteligentes também se tornassem alvo de hackers. E essa hora chegou. A Trend Micro, empresa especializada em segurança digital, identificou nesta semana um malware Android capaz de infectar também smart TVs que tenham plataformas baseadas no sistema operacional.

Com mais de sete mil variações, o FLocker, como está sendo chamado pelos especialistas, é do tipo “ransomware”. Uma vez dentro do sistema, ele bloqueia completamente sua utilização e exige um “resgate” em dinheiro em troca da liberação dos arquivos e retorno do funcionamento normal de aparelho. É uma prática já relativamente comum em computadores e smartphones, mas que só agora chega aos televisores.

Normalmente, pragas desse tipo atacam por meio de mensagens de texto ou e-mails, com links que, ao serem abertos pelos usuários, acabam realizando o download sem autorização do malware. No caso dos televisores inteligentes, entretanto, a infecção acontece pela conexão de dispositivos USB infectados ou acesso a sites maliciosos, que executam o código sem que o usuário fique sabendo.

A partir daí, entretanto, a forma de atuação é basicamente a mesma. O FLocker manipula os arquivos de forma a obter acesso de administrador e passa a exibir a tela de “resgate”. Caso não tenha sucesso nisso, entretanto, ele trava o aparelho em uma tela de suposta atualização. Por algum motivo, porém, países do Leste Europeu como Rússia, Bulgária, Hungria, Ucrânia e outros estão imunes, uma vez que a praga também trabalha com geolocalização e se desativa caso identifique estar rodando nessas regiões.

Distribuído desde 2015, o FLocker é uma ameaça altamente versátil, tendo sido modificada por hackers de forma a variar sua atuação e também dificultar a identificação por softwares antivírus. Com pico de distribuição em abril, sua variação mais comum bloqueia a tela de smartphones Android com uma mensagem falsa atribuída à NSA e um departamento inexistente chamado “polícia cibernética”. Ela afirma que o usuário foi identificado como praticante de atividades locais e tem um tempo determinado, exibido em um contador na tela, para pagar uma multa. A moeda, entretanto, são códigos de cartões presentes do iTunes, da Apple.

De acordo com a Trend Micro, a melhor solução para quem tiver a televisão infectada pelo FLocker é procurar a assistência especializada da fabricante. Além disso, como se trata de um dispositivo Android, a empresa recomenda a instalação de softwares de segurança e antivírus, se possível, além do cuidado de sempre com os arquivos baixados e executados no aparelho.

Fonte: Trend Micro