Fundo estatal japonês, indeciso sobre resgate a Sharp e Foxconn, aumenta oferta

Por Redação | 29 de Janeiro de 2016 às 13h31

A Sharp vem enfrentando uma crise severa nos últimos anos, principalmente graças ao acirramento da concorrência com outros fabricantes de TV asiáticos, e recentemente tem negociado um resgate financeiro por parte de um fundo estatal japonês, ou ainda, uma compra por parte da fabricante taiwanesa Foxconn.

O fundo japonês, chamado Innovation Network Corp of Japan (INCJ), porém, está indeciso no aporte de capital, que será na ordem de 300 bilhões de ienes, ou cerca de 1,7 bilhão de dólares, além de valor similar dos dois principais financiadores da empresa.

Já a Foxconn, conhecida por produzir iPhones, iPads e outros dispositivos para a Apple, além de modelos de diversos outros fabricantes, havia oferecido cerca de 625 bilhões de ienes (5,3 bilhões de dólares) na semana passada, e agora aumentou a oferta para 659 bilhões de ienes.

O fundo japonês está indeciso no resgate, enquanto que a Foxconn está ansiosa para arrebatar a empresa. Porém, segundo fontes, a direção da Sharp daria preferência para a oferta do fundo estatal japonês, o que manteria toda a tecnologia da empresa em mãos japonesas e não com empresas estrangeiras.

Para tentar amenizar a situação, a Foxconn deu mais detalhes sobre sua oferta pela Sharp, incluindo uma promessa de não demitir funcionários.

Caso o INCJ decida por resgatar a empresa, pode trabalhar em uma fusão entre a divisão de LCDs com a rival Japan Display Inc., uma das maiores fabricantes de telas do tipo e uma joint-venture entre Sony, Toshiba e Hitachi, na qual o INCJ é o principal acionista. Ambos fabricantes fornecem telas à Apple e vêm enfrentado concorrência ferrenha da LG.

Além disso, o INCJ planeja integrar a divisão de eletrodomésticos com a Toshiba, que ainda luta para se recuperar do recente escândalo contábil em que foram mascaradas perdas de 1,3 bilhão de dólares.

A Sharp já foi uma das maiores fabricantes de TVs de alto nível e telas para smartphones, mas a concorrência pegou pesado com a companhia e este será o terceiro resgate financeiro em menos de 4 anos.

Fonte: Reuters.

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