Televisores OLED não serão acessíveis pelo menos até 2017, garante Samsung

Por Redação | 13 de Janeiro de 2014 às 11h20
photo_camera CNET

Quem já teve a oportunidade de apreciar um televisor com tecnologia OLED sabe que é difícil não se impressionar com a imagem e logo bate aquela vontade de levá-lo para casa. No entanto, a boa impressão e desejo logo se transformam em espanto ao observarmos a etiqueta com o preço proibitivo do aparelho. E segundo HS Kim, chefe de display visual da Samsung, esse cenário só mudará a partir de 2017 ou 2018.

A afirmação foi feita pelo executivo em entrevista concedida ao jornal estadunidense USA Today. Nela, ele também revelou que, apesar da tecnologia proporcionar uma experiência mais agradável ao assistir televisão, "não muitas pessoas tentaram comprar aparelhos com OLED por causa do preço". "O preço foi a nossa maior barreira e, por isso, nossos esforços para expandir o mercado não foram bem sucedidos", disse.

Embora a tecnologia seja nova e ainda estejam ocorrendo pesquisas na área, Kim disse que os preços a partir de US$ 9 mil são culpa, principalmente, de dificuldades que fabricantes vêm enfrentando no processo de produção das telas OLED. "Eu sinto muito por dizer isso, mas precisaremos de mais tempo para torná-la viável. Eu diria que algo por volta de 3 ou 4 anos", desculpou-se ao público antes de afirmar que os aparelhos 4K ganharão popularidade mais rapidamente que os dispositivos Full HD conseguiram há uma década.

No último ano, apenas Samsung e LG apostaram nos televisores OLED, mas não conseguiram fazer com que a tecnologia decolasse. Por outro lado, os televisores 4K foram mais bem aceitos pela indústria, que viu Sony, Sharp e outras fabricantes despacharem dezenas de milhares de unidades para todos os cantos do mundo.

Sobre a tecnologia

A tecnologia de Organic Light-Emiting Diode (OLED) é atualmente a tecnologia mais avançada disponível no mercado para a fabricação de telas. Com ela, é possível fabricar displays muito mais finos, que oferecem ângulos de visão maiores, com melhor brilho e contraste e consumindo muito menos energia que as atuais tecnologias de LCD, Plasma e LED. Isso tudo graças a filmes de moléculas capazes de emitir luz ao serem estimulados por cargas elétricas.

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