Sony e Samsung planejam nova plataforma de publicidade para Smart TVs

Por Redação | 08 de Novembro de 2013 às 15h32

Durante o encontro TV.Apps, realizado na última quinta-feira (7), duas das maiores fabricantes de televisores no Brasil, a Samsung e a Sony, anunciaram que estão planejando lançar plataformas de publicidade para as smart TVs.

Marcelo Natali, gerente de conteúdo para smart TVs da Samsung, disse que alguns estudos realizados pela TDG Research apontam que, em 2017, 70% da receita obtida fora do broadcast tradicional virá das publicidades. Além disso, Marcelo também citou uma pesquisa realizada pela Ericsson Consumer Lab, que concluiu que os usuários preferem conteúdo gratuito com publicidade.

A Samsung começará a testar as plataformas de publicidades a partir de Dezembro em dois formatos: banners na página principal da interface da Smart TV e vídeos pre-roll executados quando um o telespectador acessa um aplicativo de vídeo. “É um modelo semelhante ao do YouTube. Nós iremos vender esse espaço publicitário para o anunciante e distribuir os anúncios utilizando conteúdo relacionado ao produto, remunerando o proprietário do conteúdo, dividindo a receita”, disse Marcelo.

A Sony também irá seguir os mesmos padrões da Samsung, porém com conteúdo específico para o usuário. “Nós sabemos qual o interesse da pessoa, podemos reduzir a dispersão da publicidade. Também tem a questão de que é possível oferecer conteúdo adicional com a propaganda, aumentando sua relevância”, disse Leonardo Castro, coordenador de desenvolvimento de novos negócios da Sony Brasil. De acordo com Leonardo, a plataforma da Sony já está pronta e deve ser lançada em breve.

Alguns provedores de conteúdo não apoiaram totalmente a entrada das fabricantes no mercado de publicidade. “O radiodifusor busca o anunciante, ele tem esse modelo de negócio. A entrada dos fabricantes pode gerar uma divisão maior da receita, e isso não é bem visto no mercado. É preciso alinhar a plataforma de negócios com os radiodifusores. Se a fabricante atuar de forma ativa, trazendo anunciantes, e alinhar a divisão da receita com os radiodifusores, não vejo problema”, disse Jefferson Padilha, gerente de produtos digitais do Grupo Bandeirantes.

Já para Leonardo Cesar, do Esporte Interativo, é preciso avaliar em quais conteúdos as plataformas de publicidade irão atuar. “Se é um conteúdo aberto, é uma coisa. Se é um conteúdo Premium, que você está investindo para levar ao cliente e cobrando por ele, aí pode ser que esse modelo não combine”, disse.

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