Gigantes da tecnologia querem mudar a forma como assistimos TV

Por Redação | 31 de Julho de 2013 às 14h55

Para entender melhor o quanto a televisão como conhecemos hoje está prestes a mudar, basta ler esse bate-papo com Erik Huggers, um ex-executivo da British Broadcasting Corp. Ele agora comanda a equipe de uma divisão da Intel Corp. que ainda funciona como uma startup.

A equipe de Huggers conta com 350 profissionais com talentos que vão muito além de produzir chips para computadores. De acordo com o The Wall Street Journal, são designers industriais, artistas e especialistas em áreas como codificação de vídeo, trabalhando em escritórios que mais remetem a uma redação – bem diferente dos cubículos padronizados da Intel. Mas o que eles fazem? Eles estão criando um serviço de TV baseado na Internet que, além de programas on-demand, também trará opções de conteúdo ao vivo.

Os planos da Intel incluem uma fazenda de servidores para gravar cada parte da programação nacional e internacional que foi ao ar, e depois armazená-la por pelo menos três dias na nuvem.

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A empresa também está desenvolvendo um set-top-box próprio que vai facilitar a vida das pessoas, que não precisarão ter seus próprios gravadores em casa ou mesmo se planejar para gravar um programa. A ideia é dar ao telespectador a opção de ligar a TV no meio de um programa e simplesmente poder voltar para o início dele, mesmo que sua transmissão seja ao vivo.

Saiba mais: Intel confirma lançamento de set-top-box com conexão à internet em 2013

Uma característica que a Intel decidiu não incluir em sua futura oferta de TV é uma câmera equipada com um software de reconhecimento facial, que ajudaria a personalizar as ofertas para cada usuário em sua casa. Huggers explica que a tecnologia não funcionou bem o suficiente quando combinada com a baixa iluminação ao assistir TV – sem contar nas polêmicas questões de privacidade. O WSJ afirma que a Intel está testando sua tecnologia de TV com 2.500 funcionários na Califórnia, Oregon e Arizona.

Outras gigantes da tecnologia também estão prontas para mudar o conceito da televisão. Isso inclui Apple, Microsoft, Sony e Google – que lançou recentemente o Chromecast, um dispositivo responsável por expandir o conteúdo de dispositivos móveis para a TV. Essas empresas também têm trabalhado em serviços de entrega de vídeo baseados na Internet.

Independente da empresa em questão, fato é que elas devem enfrentar duras negociações sobre direitos de conteúdo de vídeo. Para James McQuivey, analista que acompanha a tecnologia de TV para a Forrester Research, essas empresas estão em posição de exigir termos bastante lucrativos.

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