Vivo é a operadora com a melhor internet 4G do Brasil, diz relatório

Por Redação | 26 de Julho de 2016 às 14h20

Um relatório divulgado nesta terça-feira (26) pela OpenSignal, empresa que analisa a qualidades das operadoras móveis em todo o mundo, levantou alguns dados sobre as prestadoras desses serviços no Brasil. De acordo com a pesquisa, a companhia com o melhor 4G no país é a Vivo, que alcançou velocidades de download de até 18,6 Mbps (megabits por segundo).

A atual velocidade média de download na rede 4G da Vivo representa um crescimento de 3 Mbps em relação à edição anterior do estudo, publicada em fevereiro deste ano. Também significa uma diferença de mais de 50% em comparação com o segundo lugar, da Claro (11,6 Mbps), e com o terceiro, da Oi (11,4 Mbps), além de ser o dobro dos níveis relatados da TIM, última colocada no ranking (8 Mbps). Em comparação com a edição anterior, a velocidade média da Claro ficou estagnada, enquanto Oi e TIM registraram quedas entre 1 e 2 Mbps.

O relatório também afirma que esses índices são ainda melhores no Rio de Janeiro, por conta da proximidade dos Jogos Olímpicos. "Com exceção da Oi, todos os operadores tinham consideravelmente maior disponibilidade 4G no Rio do que em todo o país. Quatro em cada cinco operadoras ultrapassaram a marca de 60% de tempo disponíveis, enquanto a Nextel teve uma conexão 4G próximo de 80% do tempo", diz o texto.

Em termos de disponibilidade da rede 4G, Vivo e TIM ficaram tecnicamente empatadas na liderança, com 56,8% e 56,1%, respectivamente. Esse é o percentual de tempo em que o sinal da rede 4G esteve disponível para os clientes de cada operadora durante o período acompanhado pelo estudo. Claro ficou com o terceiro lugar (52,9%), seguida pela Oi (47,4%).

"No entanto, o Brasil é um dos países com menor disponibilidade da América Latina quando o assunto é 4G", diz o documento. Os vizinhos Uruguai e Peru, por exemplo, aparecem bem à frente do Brasil – com 82% e 66%, respectivamente. O líder mundial, segundo a consultoria, é a Coreia do Sul, com 97% de disponibilidade.

Enquanto isso, na parte de latência da rede 4G, Oi e TIM foram as campeãs, tecnicamente empatadas com 74,77 e 74,07 milissegundos (ms), respectivamente. Em terceiro lugar vem a Claro, com 82,51 ms, seguida da Vivo, na última posição, com 103,65 ms. A latência é o tempo que leva para um pacote de dados ser transportado entre dois pontos da rede, tempo este medido em milissegundos.

4G

Segundo Kevin Fitchard, analista da Open Signal, a qualidade da conexão móvel brasileira, em geral, poderá melhorar depois que a onda olímpica passar. Ele avalia que, apesar de manter uma boa velocidade média, a conexão brasileira de 4G ainda é inconstante. O cenário deve mudar quando a Anatel disponibilizar para as operadoras a frequência dos 700 MHz, hoje utilizada em boa parte do país pela TV aberta.

3G

Ao analisar a velocidade média de download na rede 3G, há três operadoras tecnicamente empatadas em primeiro lugar: Vivo (2,43 Mbps), Claro (2,36 Mbps) e TIM (2,24 Mbps). A Oi vem em seguida, com 1,64 Mbps, e por último a Nextel, com 1,11 Mbps. Já no quesito latência, a Nextel foi a campeã isolada na rede 3G: 103,1 ms. Depois vieram TIM (148,4 ms), Claro (162,3 ms), Vivo (168,3 ms) e Oi (172,5 ms).

Quando calculada a velocidade média geral de download, independentemente da rede em que o usuário se encontra, a campeã é a Vivo, com 5,75 Mbps, seguida por Claro (4,65 Mbps), TIM (3,53 Mbps) e Oi (3,19 Mbps). Neste quesito, a disponiblidade do sinal 4G faz a diferença, pois a velocidade dessa rede puxa a média geral para cima.

Metodologia

A OpenSignal realizou 85 milhões de medições ao longo de três meses (entre fevereiro e abril) em 45 mil smartphones espalhados por todos os país. Foram analisadas as velocidades de download 4G, 3G e de download em geral, as latências no 4G e 3G e a disponibilidade do sinal 4G. A Nextel não foi incluída nas comparações das redes 4G porque sua infrastrutura LTE se limita a Rio de Janeiro e São Paulo, enquanto as outras teles foram avaliadas no Brasil inteiro, o que poderia gerar uma comparação injusta.

O relatório completo da OpenSignal pode ser acessado neste link (em inglês)

Fontes: Link, Mobile Time, UOL

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