TIM quer cortar R$ 1 bilhão em custos até 2018

Por Redação | 07 de Agosto de 2015 às 13h12

Uma reestruturação de custos na TIM deve resultar no corte de até R$ 1 bilhão em gastos pelos próximos três anos. O anúncio do plano de eficiência operacional foi feito nesta semana e, de acordo com o diretor financeiro da operadora, Guglielmo Noya, será feito por meio de um maior controle de despesas e mudanças em diversas formas de atuação da companhia.

O principal enxugamento virá nas operações de marketing e nos contratos com fornecedores, que serão reduzidos ou revistos em busca de um maior alcance e eficiência. Além disso, a TIM vai se voltar à estrutura interna para otimizar gastos corporativos como viagens e comissões, além de rever os investimentos em patrocínio. O objetivo é que os primeiros impactos das mudanças sejam vistos ainda neste ano.

Apesar disso, a TIM evitou falar em demissões ou reestruturações internas. De acordo com o presidente da operadora, Rodrigo Abreu, parece óbvio que um processo desse tipo passa também por uma revisão nos custos de pessoal, mas que, no momento, a ideia é dedicar atenção aos projetos prioritários e evitar o crescimento no quadro de funcionários, cortando a gordura e mantendo tudo funcionando da melhor maneira possível.

As mudanças aparecem como uma das respostas a uma queda de 20,5% no lucro líquido, de acordo com relatório financeiro referente ao segundo trimestre de 2015. A baixa, de acordo com Abreu, aconteceu devido ao cenário econômico do Brasil, o que levou seus clientes a reduzirem os gastos e economizarem mais.

Além disso, a TIM ainda vem sentindo os reflexos na baixa cada vez mais brusca nas receitas oriundas de serviços de voz. Os números relativos ao consumo de dados vêm crescendo, mas ainda estão longe de compensarem essa queda, algo que, para o executivo, deve acontecer apenas em médio prazo. A expectativa é que a penetração cada vez maior de smartphones junto ao público, que já teve aumento de 59% no recente período, seja suficiente para balancear tais números.

O foco, agora, está nas operações que possam gerar ganho de margem. É o caso, por exemplo, dos planos pós-pagos, que ainda são a preferência de uma bela parcela de clientes. Apesar disso, a base de pré-pagos não deve ser deixada de lado, e pelo contrário, a TIM pretende investir ainda mais em promoções e segmentos específicos para que mais e mais clientes sejam atraídos para a operadora.

Hoje, a TIM é a líder no setor mobile brasileiro, com 29% de participação nesse mercado. São 61,1 milhões de pessoas utilizando os serviços da empresa no país, mas esse número vem apresentando uma ligeira queda que, no segundo trimestre de 2015, foi de 1,5%.

Fonte: Reuters

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