TIM aposta nos dados como sua principal fonte de receita para 2016

Por Redação | 12.05.2016 às 19:17
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Em teleconferência com analistas nesta quinta-feira (12), a TIM reforçou seu compromisso em investir no crescimento de dados, área que, segundo a empresa, deve superar os serviços tradicionais de voz como a principal fonte de receita da operadora nos próximos trimestres deste ano.

Segundo Rodrigo Abreu, ex-conselheiro e ex-diretor presidente da operadora que conduziu parte da conferência, mesmo com a queda nos lucros e na receita, a companhia manterá a política de investimento concentrado na infraestrutura - em especial para o LTE (4G) -, além de promover corte nos custos. Seu substituto, o executivo Stefano De Angelis, seguirá a política atual de foco em infraestrutura e capacidade.

A receita de dados nos três primeiros meses de 2016 foi 43% do total (contra 35% no primeiro trimestre de 2015) de R$ 1,318 bilhão (considerando somente SVA e receitas "inovativas"). Abreu afirma que essa participação não foi maior por conta das tendências macroeconômicas, mas não duvida que haverá a transição para se tornar a maior fonte de receitas. "A estratégia em infraestrutura permanece porque é absolutamente necessária para estar no jogo dos dados. É apenas questão de tempo, e não de direção", destacou Abreu.

Ainda de acordo com o executivo, a TIM também vai investir na promoção de seus novos planos, que já respondem por 10% da base total da tele. O foco agora é no novo portfólio com mais opções para o pré-pago e mais dados para a "captura de usuário pré com mais valor". Além disso, terá a volta do incentivo da migração dos planos pré para controle. A estratégia será retomada "após a estabilização e entendimento do impacto da nova oferta". No pós-pago, o foco será em ofertas com "maior valor com upselling e conceito de 'mais por mais'".

O diretor de marketing da operadora, Rogério Takayanagi, explica que a empresa não oferece mais nesses novos planos a parceria de zero-rating com o WhatsApp, mas compensa com maior franquia e um bundle de voz e dados. Segundo o executivo, essa prática permite reduzir o impacto da diminuição da receita de voz e traz maior transparência e liberdade para o consumidor usar os dados como quiser. O diretor também afirma que a empresa está crescendo não apenas no SVA antigo (com serviços de SMS), mas também em conteúdo, como plataforma de streaming de música e soluções de segurança.

"A gente continua acreditando em parcerias com OTTs (over-the-tops), inclusive temos evoluído novas parcerias, seja com a Uber, recém-anunciada, seja com outros players. Naturalmente os dados vão ganhar importância, e de certa forma o que a gente observa com o bundling é a estabilização do ARPU (receita média por usuário), que é o que estamos buscando", explicou.

O CFO da empresa, Guglielmo Noya, confirma o otimismo de Abreu ao esperar que os impactos sentidos neste primeiro trimestre deverão ser reduzidos gradativamente. Noya também prometeu melhora em receitas móveis para o próximo trimestre.

"Parte da pressão está relacionada a questões pontuais, como impacto da nova oferta, além da transição de voz para o modelo de dados. A expectativa é que o novo portfólio trará mais recorrência na recarga do pré, aumento de dados com mais penetração do 4G e com melhora do ARPU. E vamos seguir dinâmica de receita com disciplina muito rígida nos custos e grande foco na infraestrutura", disse. "A TIM vai atuar com energia e responsabilidade para defender a rentabilidade capturando qualquer oportunidade e abordagem disruptiva para redução de custos", concluiu.

Fonte: Convergecom