TIM anuncia redução em custos trabalhistas e financiamento de investimentos

Por Redação | 17 de Fevereiro de 2016 às 09h12

Nesta terça-feita (16), a TIM anunciou seus planos para os próximos anos durante a teleconferência de resultados da Telecom Italia. Marco Patuano, CEO da controladora, disse que o Brasil está passando por um momento econômico e político delicado e turbulento. Com isso em mente, a operadora brasileira será responsável pelo montante de investimentos previstos para 2016 a 2018, financiando seus próprios projetos. "Queremos fazer uma reviravolta dos negócios, e a companhia vai financiar o programa do Capex ela mesma", declarou Patuano.

Para que isso possa acontecer sem prejudicar seus resultados financeiros, a TIM deve aumentar a eficiência operacional e financeira e conseguir voltar a ter crescimento de receita com o desempenho de dados em clientes de médio e alto valor, especialmente no pós-pago e com o LTE. Outra medida que deve ser adotada pela empresa é a redução de custos trabalhistas. O presidente da TIM Brasil, Rodrigo Abreu, estima que a redução anual de custos na área profissional chegará a R$ 100 milhões. "Uma das coisas mais impactadas pela inflação é o custo de trabalho, sabemos que é algo que impacta em qualquer plano de eficiência", disse Abreu. "Por isso estamos fazendo análises em eficiência e vamos reduzir para mais de R$ 100 milhões ao ano com corte de custos de trabalho".

Não foi revelado se haverá demissões para que a empresa possa reduzir seus custos trabalhistas. Uma reunião com o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro (Sinttel-RJ) para tratar do assunto estava prevista para esta terça-feira, mas o encontro foi adiado para o dia 24.

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As medidas adotadas fazem parte das metas do programa de eficiência da companhia que visam cortes de custos em um total de R$ 1 bilhão em três anos, de 2015 a 2017. Até dezembro do ano passado, a operadora já havia conseguido cortes de R$ 350 milhões, de acordo com Abreu. O presidente da TIM também cita melhorias na otimização e controle, com projeto "zero linhas alugadas", que tem como objetivo reduzir consideravelmente os gastos om aluguel de infraestrutura, além de um projeto de racionalização de processos e automação.

Uma das medidas mais impactantes é a de continuar com a política de desconexão rigorosa, que em 2015 desligou 9,486 acessos, uma redução de 4,41% na base. "Continuaremos a aumentar nossa base de pós-pago, melhorando o mix, e isso melhorará o ARPU", disse Abreu. "Estamos com a visibilidade limitada (pelas incertezas macroeconômicas e políticas), então nossa meta de longo termo é em questão de receitas, com dados virando nosso principal componente, e com um foco certeiro em aumentar a participação de receita".

Fonte: Mobile Time

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