Teles pedem mais tempo no switch off da TV analógica em SP e NE

Por Redação | 19 de Dezembro de 2016 às 19h02

As operadoras de telefonia celular formalizaram na última semana um pedido de adiamento do switch off da televisão analógica ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Através da EAD (companhia que financia a transição da TV analógica para a digital), as teles fizeram o pedido referente à região metropolitana de São Paulo, que estava marcado para 29 de março de 2017. A ideia é que o governo conceda o adiamento para agosto. As regiões de Salvador, Recife e Fortaleza também estariam entre as que necessitam de adiamento, porém maior, de um ano.

O ministro Gilberto Kassab, após o sucesso do desligamento do sinal analógico em Brasília, havia afirmado que o cronograma para São Paulo estaria mantido. Na capital federal, foram distribuídos mais de 300 mil equipamentos. Já em São Paulo, a previsão é de uma entrega de mais de 1,2 milhão de aparelhos e antenas, necessários para o funcionamento do sinal digital nos televisores.

Segundo a EAD, o problema é a configuração do conversor, pois ainda é preciso decidir se ele terá ou não o Ginga NCL. O aparelho, que será distribuído aos beneficiários, teve seus primeiros protótipos iniciados em outubro deste ano, e em novembro, começou a fabricação. O tempo de entrega para a população seria de dois meses, o que ficou muito inviável, considerando-se o número de usuários espalhados pela região.

Conforme ressaltou a EAD, em sua correspondência, “mantida a perspectiva original de switch off de sinais analógicos de radiodifusão na localidade de SP, é provável que parcela da população mais carente daquela localidade tenha descontinuado, ainda que temporariamente, o acesso à TV aberta”.

A empresa também pede uma "revisão geral no cronograma subsequente", propondo o deslocamento de um ano para as cidades de Juazeiro, Sobral e Recife, para 26 de julho de 2018. Quanto às cidades restantes, ficaria mantida a data do cronograma atual, sem alterações.

O pedido será avaliado e precisa ser aprovado pelo Gired — grupo que monitora a transição do sinal analógico de TV para o digital, o MCTIC e a Anatel. Aliás, o grupo também controla os serviços de radiodifusão, que também está passando por uma situação delicada: todas as emissoras já estão prontas para a digitalização do sinal na capital paulista, e preferem que isso seja feito o quanto antes. Curiosamente, quem atrasou o processo foram as próprias operadoras de telefonia celular, que tinham pressa para ocupar a faixa dos 700 MHz, usada antes pelo rádio. Ela já está pronta para ser liberada, no entanto, as teles ainda pedem alteração no cronograma inicial.

Via Telesíntese

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