Sindicato das operadoras se manifesta contra relatório sobre 4G no Brasil

Por Redação | 20 de Janeiro de 2017 às 15h34
photo_camera Divulgação

Nesta semana, um relatório divulgado pela OpenSignal indicou que todas as operadoras de telefonia móvel brasileiras oferecem um 4G muito instável. A afirmação parece ter cutucado a ferida das empresas, tanto que o SindiTelebrasil se manifestou dizendo que as coisas não são exatamente assim.

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) divulgou uma nota destacando que o levantamento da Opensignal é realizado por meio de um aplicativo próprio, instalado em smartphones. Em defesa das operadoras nacionais, o Sindicato disse ainda que a consultoria responsável pelo relatório não considera a área geográfica na qual a medição é feita.

"Tal premissa indica a possibilidade de medições em áreas onde não há obrigação de atendimento ou mesmo a oferta comercial do serviço em 4G. Essa possibilidade tem impactos importantes na medição de disponibilidade, uma vez que a tecnologia de quarta geração no Brasil está presente em 1.158 municípios, nos quais vivem 66,4% da população brasileira. Essa cobertura atual supera em quatro vezes a obrigação estabelecida pelo edital do 4G da Anatel, que é de 288 municípios até o fim de 2016", enumera o SindiTelebrasil.

O que eles querem dizer é que a OpenSignal pode ter realizados seus testes de 4G em locais sem cobertura. A Associação ainda destaca ainda que as operadoras brasileiras atendem as metas de qualidade impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), incluindo aquelas relacionadas à disponibilidade do serviço, que deve corresponder a 80% da área da sede do município atendido.

Já em relação aos dados do relatório sobre a instabilidade das redes, a defesa do serviço nacional explica que qualquer tecnologia baseada em transmissão via rádio, incluindo o 4G, estão sujeitos a indisponibilidades temporárias devido a obstruções no sinal (em elevadores e túneis, por exemplo).

" O avanço permanente para mais e melhor cobertura, disponibilidade e velocidade no acesso à banda larga no Brasil é um compromisso das empresas prestadoras do serviço celular no país, que investem a cada ano mais de R$ 25 bilhões para que todos tenhamos acesso a serviços de telecomunicações de qualidade", finaliza.

Apesar dos pontos negativos apontados, o relatório da OpenSignal mostrou que temos uma média de velocidade de conexão ao 4G (19.7 Mbps) superior à média global, de 2 Mbps.

Fonte: SindiTelebrasil

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.