Serviços de utilidade pública vão operar com tecnologia analógica até 2042

Por Redação | 10.02.2017 às 01:24
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Na contramão da modernidade, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) tomou uma decisão nesta quinta-feira (9) que pode distoar das tendências do setor de telecomunicações, mas que anda em linha com a realidade brasileira: a agência voltou atrás e decidiu que não vai mais digitalizar a faixa do espectro de 148 a 174 MHz — destinada majoritariamente aos serviços de utilidade pública e empresas de utilities.

A decisão veio após o resultado de uma consulta pública aberta pela agência, na qual entidades como SAMU, concessionárias de energia elétrica, água e esgoto, administrações estaduais e até a Petrobrás alegaram não ter condições de migrar sua infraestrutura do analógico para o digital no prazo que seria determinado pela agência, de cinco anos. Além de afirmarem que seus sistemas analógicos dão conta do recado, as instituições também sofrem com a falta de verbas.

Diante do quadro que reflete a realidade do Brasil, Otavio Rodrigues, conselheiro e relator da matéria, resolveu propor a prorrogação do prazo para manutenção de tais sistemas analógicos, aprovada pelo conselho diretor. Sendo assim, as licenças nessas faixas poderão ser renovadas por cinco anos, mais cinco anos. Como muitas delas têm 10 anos para renovação, o prazo pode chegar até o ano de 2042.

Os sistemas de emergências médicas (SAMU) e as empresas de utilities terão preferência na utilização do espectro.

Via TeleSíntese