Serviços de telecom no Brasil apresentaram queda de qualidade nos últimos anos

Por Redação | 04.12.2015 às 10:35

Nesta quinta-feira (3), foram apresentados números que mostram o quanto as operadoras estão deixando de cumprir as metas estabelecidas pela Anatel em relação à qualidade dos serviços de telecomunicações no Brasil. O índice mais preocupante, segundo os indicadores da agência reguladora, está relacionado ao atendimento aos clientes.

De acordo com a superintendente de Controle de Obrigações da Anatel, Karla Crossara, "no caso da telefonia fixa, temos 70,4% de cumprimento das metas. Isso é avaliado em três vieses: rede, reação do usuário e atendimento. Em rede é 85,5%. Na parte de reação do usuário, 67,3%. Na parte de atendimento o cumprimento é de 35%; é muito pouco".

Há dois anos o índice para telefonia fixa era superior a 75%. Nos outros serviços este cenário é ainda mais preocupante. Na telefonia móvel apenas 68% das metas de qualidade estipuladas pela Anatel são cumpridas. Para banda larga fixa a queda foi expressiva, de 70,5% para 59,9% nos últimos três anos. Crossara admite que são todos "percentuais aquém do que desejaríamos". No entanto, ela argumenta que os dados levantados em infraestrutura são mais animadores. Segundo ela, "a parte de rede vem sendo alcançada. Existe necessidade de aprimoramento voltado à percepção do usuário".

Mesmo com indicadores de infraestrutura com 85% para telefonia fixa, 67% para banda larga e 65% para telefonia móvel, a Anatel entende que há alguma melhora ao contabilizar todos os dados. Em 2014, 1.828 municípios estavam longe das metas de qualidade. Hoje, são 825, uma queda significativa de mais de 50%.

Há a expectativa de que a queda reiterada mude de trajetória a partir do próximo ano. "No começo de 2016 faremos a primeira medição com olhar sancionatório", explica Crossara. A Anatel também voltou a prometer uma revisão no regulamento de qualidade. O objetivo do órgão é levar as metas de qualidade muito mais para a esfera da satisfação e percepção do usuário. "Ano que vem colocaremos em consulta o novo modelo de gestão da qualidade e de acompanhamento e controle. Todas as questões estão sendo revisitadas", conclui a superintendente.

Via Convergência Digital

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=41293&sid=8