Presidente da América Móvil afirma que grupo tem interesse na Oi

Por Redação | 21 de Setembro de 2016 às 15h05

Daniel Hajj, presidente do grupo mexicano América Móvil, responsável pelas empresas Claro, Net e Embratel no Brasil, afirmou em entrevista ao jornal Valor Econômico na terça-feira (20) que está acompanhando o processo de recuperação judicial da Oi e que sua empresa teria interesse em aquisições das áreas de telefonia fixa, telefonia móvel e de banda larga da operadora.

De acordo com Hajj, a transação dependeria de três detalhes: do que a Oi informará sobre a venda de seus ativos, do que a regulamentação brasileira permitirá, e do preço. Para o executivo, no entanto, ainda "não está claro" o que estaria à venda na operadora - seu negócio completo ou partes dele -, mas que está "aberto a ver tudo".

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"Estou muito interessado em participar da consolidação no Brasil, mas não sei como será feita", disse o executivo à publicação, durante o evento de serviços móveis GSMA Mobile 360 Series, na Cidade do México. "A consolidação será muito boa para o Brasil e para o mercado".

Segundo Hajj, a fusão de empresas é "necessária" para gerar escala na infraestrutura das tecnologias que sustentam as operações na América Latina, principalmente devido às mudanças nos padrões de consumo - com a demanda por dados triplicando a cada 12 meses -, um processo o qual a América Móvil estaria pronta para suportar.

Quando apresentou seu plano de recuperação à Justiça do Rio de Janeiro, no último dia 5 de setembro, a Oi falou sobre a possibilidade da venda de diversos ativos, incluindo sua operação móvel, imóveis no Brasil e de data centers e empresas subsidiárias na área de redes. A Oi contabiliza hoje uma dívida total de mais de R$ 65 bilhões e seu pedido de recuperação judicial é o maior da história do Brasil.

Fontes: Valor Econômico, Telesíntese

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