Para universalizar banda larga, América Latina precisa investir US$ 300 bilhões

Por Redação | 23.06.2017 às 07:37
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Nesta semana, acontece em Cartagena, na Colômbia, o 5º Congresso Latino-americano de Telecomunicações. E a conclusão a que se chegou ao fim do painel de abertura foi que os países da América Latina precisam adotar políticas públicas para impulsionar a implantação de redes de banda larga e digitalizar a economia, o que precisaria de um esforço conjunto entre governos, agências reguladoras e empresas. E isso não sairá barato: seria preciso investir US$ 300 bilhões para universalizar a banda larga,

Para Pablo Bello, diretor executivo da Asiet, a proposta do governo colombiano de alcançar uma velocidade média de banda larga de 25 Mbps até 2019 é positiva, mas é mais importante reduzir o abismo digital do que pensar em políticas que digam respeito apenas à velocidade. E, ainda que o número os US$ 300 bilhões pareça alto, não é irrealizável.

Sebastián Cabello, diretor da GSMA Latin America, lembrou que as operadoras já investiram, juntas, US$ 255 bilhões na América Latina apenas no ano de 2015, o que equivale a 5% do PIB da região. O executivo espera que esse montante seja alcançado até o ano de 2020.

Já Fran González, analista da empresa de pesquisa de mercado Analysys Mason, lembrou que a transição do mercado de voz para dados reduziu a receita das operadoras, que são os grandes investidores em infraestrutura. Ele acredita ser importante que os países da região renovem seus marcos regulatórios de telecomunicações, criando leis que prevejam comunicações convergentes e regulação que não considere apenas as teles, mas também as empresas de conteúdo OTT.

Ainda que não tenha havido consenso a respeito do formato das políticas públicas entre os participantes do evento, os participantes concordaram que a região latino-americana precisa rever a estrutura tributária que recai sobre o setor de telecom. De acordo com Raúl Katz, pesquisador da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, a iniciativa privada deve ser a principal fiadora de conectividade e, por isso, as políticas públicas não devem estar acima do espírito empreendedor.

Fonte: Telesíntese