Operadoras não conseguirão atender demanda por internet em 2020, afirma estudo

Por Redação | 13 de Abril de 2016 às 18h30

Um estudo conduzido pela Bell Labs Consulting afirmou que as operadoras de telecomunicações não serão capazes de atender a demanda mundial por internet em 2020. Em quatro anos, 19% da demanda global não poderá ser atendida e a saída para evitar este problema seria o aumento dos investimentos na rede 5G e também na computação na nuvem.

A pesquisa identificou cinco grandes áreas de aplicações: streaming, computação, armazenamento, jogos e comunicação. Destes, o streaming de áudio e de vídeo são apontados como os grandes comilões da rede e, juntos, devem representar 79% de todo o tráfego mundial da internet em 2020. Entre 66% e 74% de todo este volume de tráfego será de origem caseira.

Daqui a quatro anos, 67% do tráfego mundial será realizado por meio do WiFi, com outros 14% sendo contemplados por alguma rede móvel (3G, 4G ou a vindoura e necessária 5G). Além disso, o estudo concluiu ainda que o consumo de conteúdo digital e serviços mobile vai crescer em média de 30 a 40 vezes entre 2014 e 2020.

Em paralelo à criação da rede 5G, a solução para o problema passa também pelo investimento na nuvem por meio de conceitos como o de virtualização das funções de rede (NFV, na sigla em inglês) e o de redes definidas por software (SDN). Por fim, a adoção de novos modelos de negócios capazes de superar este desnível entre demanda e oferta também deve ser levado em conta pelas operadoras.

Internet das Coisas

Um fator que pesa muito no risco da demanda por internet não ser suprida é a Internet das Coisas (IoT). A tendência é que exista cada vez mais dispositivos conectados à rede e trabalhando de maneira integrada, indo além de smartphones, consoles, TVs e computadores, e passando por utensílios básicos do nosso dia a dia. Diante disso, espera-se que o número de dispositivos conectados vá de 1,6 bilhão em 2014 para algo entre 20 e 40 bilhões em 2020. A aposta é que o grande responsável por este aumento seja a ampliação do uso de sensores e câmeras.

Mesmo em curto prazo, a Bell Labs aposta que a Internet das Coisas causará um incremento significativo no consumo de internet. Por exemplo, um típico dispositivo de IoT demanda 2,5 mil conexões para consumir apenas 1 MB de dado, enquanto uma única conexão de vídeo via mobile pode consumir a mesma quantidade. Assim, conexões diárias geradas entre celulares e dispositivos IoT devem crescer de 16 para 135 vezes até 2020, alcançando um patamar três vezes maior do que o número de conexões geradas por pessoas.

Fonte: Bell Labs Consulting

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