Operadoras da Nova Zelândia bloqueiam sites com vídeos de atentado

Por Felipe Demartini | 20 de Março de 2019 às 08h34
(Foto: Cornell Tukiri/The New York Times)

Três operadoras de telefonia da Nova Zelândia bloquearam completamente o acesso a fóruns anônimos, serviços de compartilhamento de vídeos e até hospedagens de arquivos em resposta aos atentados da última semana na cidade de Christchurch. As plataformas acabaram com o acesso revogado, a nível de DNS, depois que pedidos de remoção do vídeo dos ataques não foram atendidos.

Participam do bloqueio o trio de maiores telecoms do país, composto pela Vodafone, Spark e Vocus. De acordo com informações, o acesso a sites como 4chan, 8chan, LiveLeak, Mega, entre outros foi impedido tanto a partir de conexões domésticas quanto mobile em uma decisão que teria sido tomada de forma voluntária, sem qualquer solicitação oficial do governo. Ao tentarem acessar os serviços, os usuários observam uma mensagem de que a URL foi bloqueada por razões de segurança.

Simon Moutter, diretor da Spark, foi um dos poucos executivos a se pronunciarem sobre os bloqueios. De acordo com ele, uma equipe está a postos para identificar serviços que possuam o material. Caso ele seja encontrado, um bloqueio é feito à página e uma notificação de remoção é emitida, com o bloqueio de todo o site sendo realizado depois, caso ela não seja atendida.

O impedimento não deve ser permanente, mas serve como uma medida das companhias locais para impedir a proliferação das imagens do atentado, a pedido das autoridades e em respeito às famílias das vítimas. Trabalhos semelhantes estão sendo feitos por outras plataformas e redes sociais, com o Facebook, alegando ter removido 1,5 milhão de reproduções das cenas do ataque apenas nas primeiras 24 horas depois de sua execução.

50 pessoas morreram e pelo menos 20 ficaram feridas em dois ataques a mesquitas realizados na última sexta-feira (15) em Christchurch, na Nova Zelândia. O primeiro dos atentados foi transmitido ao vivo pelo próprio atirador, por meio do Facebook. Ele foi preso e indiciado por homicídio.

Fonte: Bleeping Computer

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