Oi tem esperança em credores, mas só pode firmar acordos daqui a um mês

Por Redação | 10.11.2016 às 23:24
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A Oi segue confiante em uma negociação com seus credores. O presidente da companhia, Marco Schroeder, afirmou nesta quinta-feira (10), durante uma teleconferência para apresentar os resultados trimestrais, que o processo de recuperação judicial da empresa vai bem, muito embora a macroeconomia não esteja em uma de suas melhores fases.

"Entendemos que os resultados são positivos para a companhia e temos a convicção de que poderemos equacionar a dívida", declarou o executivo, ao reforçar também que a evolução de R$ 2 bilhões em trimestre no caixa faz com que a operadora acredite que é mesmo "viável e sustentável". E continuou: "A gente acredita efetivamente que existe caminho que tende a acelerar o processo de negociação com credores".

Para Ricardo Malavazi, diretor de finanças e relações com investidores, a equipe está trabalhando com total cuidado para manter tudo sob controle, mesmo diante de todo o processo complicado de recuperação, cumprindo todos os prazos e ritos conforme a lei exige. Entretanto, é veemente ao afirmar que não é possível correr contra o tempo para resolver certos impasses.

"Prazos iniciais para a segunda lista de credores só devem ocorrer até o dia 19 de dezembro deste ano. Até essa data, não existe possibilidade de anunciar qualquer tipo de acordo — isso se não ocorrer outras coisas relacionadas à companhia", declarou, mas reforçando que está concentrando esforços para fazer tudo no tempo mais hábil possível.

Aliás, a empresa, que é a maior concessionária de telefonia fixa do Brasil, mostra que está bastante interessada no novo marco regulatório que revisará o modelo. O diretor regulatório da Oi, Carlos Eduardo Monteiro, afirmou que tem boas expectativas com a aprovação do PL 3.453/2015, apesar de reconhecer que ela ainda possa levar alguns meses para acontecer.

"A Oi entende que pode ser protagonista pelas dimensões (da infraestrutura) que tem no Brasil, uma vez que isso seja aprovado", declarou. A boa notícia é que o projeto está praticamente aprovado na Câmara (pois ainda pode haver recurso para ir ao plenário) e, depois, segue rumo ao Senado.

Se o PL for aprovado, a Anatel deverá definir uma nova metodologia de cálculo a fim de ter novos compromissos em uma agenda política pública de banda larga. Por enquanto, nada disso foi definido ainda. É preciso que tanto o governo quanto a agência reguladora discutam com as teles os pontos, antes de qualquer determinação.

Via MobileTime