Oi segue otimista após redução de prejuízo no trimestre

Por Redação | 09 de Novembro de 2016 às 22h24

Nesta quarta-feira (9), a Oi divulgou seus resultados financeiros e operacionais referentes ao terceiro trimestre e, pelo que se pode perceber, a recuperação judicial cooperou para que a companhia conseguisse um pouco de alívio em meio a um cenário de turbulências.

Os números mostram um aumento de caixa de R$ 2 bilhões, em comparação com o mesmo período do ano anterior, mas houve queda de 56,5% nos lucros no ano a ano, resultando em R$ 7,142 bilhões. Marco Schöeder, presidente da companhia, explica que deste montante, cerca de R$ 550 milhões têm a ver com a recuperação judicial, sendo que o restante vem como fruto de cortes de custos e melhorias operacionais. O executivo ainda ressalta que a empresa não sofreu perda de base além do que já ocorre no mercado atual, e que a recuperação não impactou seus clientes negativamente.

No período, a Oi registrou prejuízo líquido de R$ 1,015 bilhão, uma redução de 1,2% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Mas o prejuízo aumentou 76% neste ano, ficando em R$ 3,315 bilhões.

O lucro (EBTIDA) foi de R$ 1,645 bilhão no período, com queda de 24,5%. Em todo o ano de 2016, foi de R$ 4,846 bilhões, com recuo de 20,4%. A margem EBTIDA caiu 6,2 pontos percentuais (p.p.) no trimestre e 4,9 p.p. nos nove meses, ficando em 25,7% e 24,6%, respectivamente.

A receita líquida total da companhia caiu 6,3% no trimestre e totalizou R$ 6,394 bilhões. Já no acumulado de janeiro a setembro foi de 4,7%, totalizando 19,674 bilhões. Importante ressaltar que todas as outras operadoras, com exceção da Vivo, perderam receita.

Apesar do período delicado de recuperação judicial, a Oi afirma que vem cumprido todos os prazos e que suas operações, bem como o relacionamento com parceiros e fornecedores, continuam "evoluindo dentro da normalidade". Aliás, a empresa ainda destaca que, em termos de qualidade, registrou melhoras durante o período, culminando na diminuição significativa de reclamações de clientes na Anatel (de 33% do total para 29% entre o segundo e o terceiro trimestre). Os dados operacionais também foram melhorados, incluindo tempo de instalação, resolução de defeitos e demais questões técnicas.

Com informações do TeleTime

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