Oi registra prejuízo de R$ 1,64 bilhões no primeiro trimestre de 2016

Por Redação | 12 de Maio de 2016 às 18h33
photo_camera Divulgação

A Oi fechou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 1,64 bilhão, ampliando sua perda de R$ 447 milhões registrada no mesmo período do ano passado.

A companhia teve resultado financeiro negativo de R$ 1,9 bilhão no três primeiros meses de 2016, despesa 49,9% maior que a do mesmo trimestre de 2015, quando os débitos financeiros da Portugal Telecom International Finance não estavam incluídas no resultado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou em R$ 1,77 bilhão, queda de 12,2% sobre o mesmo intervalo um ano antes.

A receita líquida total atingiu R$ 6,76 bilhões, redução de 4% ano a ano. Embora tenha registrado crescimento de 8,7% na receita de operações internacionais, que inclui África e Timor Leste, houve baixa de 4,4% na receita das operações brasileiras. Já a dívida líquida encerrou março em R$ 40,84 bilhões, aumento de 7% ante o fim do ano passado, enquanto o caixa disponível ficou em R$ 8,53 bilhões, queda de 49,3% sobre o trimestre anterior.

A companhia disse que a redução do caixa ocorreu em função das amortizações de principal e juros com as dívidas, do pagamento da taxa regulatória anual do Fistel e do aumento de investimentos, que no trimestre passado somaram R$ 1,252 bilhão, 15,3% acima do desembolsado nos três primeiros meses de 2015.

A Oi demitiu nesta semana cerca de 2 mil funcionários, principalmente vinculados a áreas administrativas, em um corte que se soma aos 1,1 mil funcionários demitidos pouco mais de um ano antes.

A companhia afirmou que no primeiro trimestre os custos e despesas de pessoal das operações brasileiras totalizaram R$ 657 milhões, um aumento de 11% sobre um ano antes, devido principalmente a reajuste salarial.

O desafio da Oi é lidar com o forte endividamento. A dívida bruta encerrou março em R$ 49,37 bilhões (menor 10,2% em relação ao final de 2015), mas a líquida cresceu a R$ 40,8 bilhões (maior 7% que em dezembro), impactada pela cobrança do Fistel no período. A concessionária tem R$ 8,53 bilhões em caixa e necessidade de pagar R$ 8,33 bilhões este ano. Em 2017, vencem títulos no total de R$ 8,82 bilhões. Em 2018, vencem R$ 6,8 bilhões. Os R$ 25,37 bilhões restantes devem ser pago de 2019 em diante.

Oi Digital

Em teleconferência para divulgar esses resultados financeiros, o presidente da Oi, Bayard Gontijo, aproveitou para anunciar que a reestruturação da empresa passa pela migração para a Oi Digital, com serviços convergentes e uma oferta única (quad play) para os assinantes.

Sem falar em investimentos para 2016, Gontijo deixou claro que a prioridade máxima é conduzir a migração da Oi para a Oi Digital e isso passa pela mudança na área de TI. Nesse momento, a operadora está desligando mainframes na atualização da base móvel, com o intuito de ganhar mais eficiência e produtividade. "Sem uma base sólida de TI e de infraestrutura de qualidade de rede não teremos essa jornada", disse.

Segundo Gontijo, a operadora vai pedir à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a aprovação rápida do primeiro Termo de Ajuste de Conduta (TAC), estimado em R$ 1,2 bilhão. "No total são R$ 5 bilhões em julgamento. Esses recursos serão revertidos para investimentos no próprio setor nos próximos quatro anos", afirmou o executivo.

Duas infraestruturas ganham atenção especial: o novo backbone óptico e a nova rede IP. De acordo com a operadora, as melhorias já feitas na rede permitiram uma redução em 30% no congestionamento do tráfego. "Os acordos de troca de fibra com as demais operadoras também ganham papel importante na estratégia corporativa e eles avançaram bastante, em especial, nas cidades de menor poder aquisitivo e onde temos mercado a conquistar", completou Gontijo.

Fontes: Convergência Digital, Reuters

Siga o Canaltech no Twitter!

Não perca nenhuma novidade do mundo da tecnologia.