Oferta de internet está mais democrática no Brasil, aponta estudo

Por Wagner Wakka | 02 de Julho de 2018 às 17h15

Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou na última quinta-feira (28) um estudo sobre a qualidade da internet banda larga no país. O principal dado apresentado no trabalho é de que houve queda na disparidade geral entre as diversas regiões do país, entre 2014 e 2016.

Segundo o levantamento, o Nordeste e Norte do Brasil apresentaram maior crescimento no período nivelando a qualidade do sinal em todo país. Em 2014, a diferença entre o Nordeste e a média nacional era de -44%, o que passou para apenas -3% em dois anos.

Os números mostram também melhoria na qualidade da transmissão na região. No que se refere à latência, por exemplo, verificou-se também uma diminuição. Pelo histórico da pesquisa, ambas regiões sempre apresentaram uma média de latência bem acima das demais, além de pior desempenho da qualidade da conexão em relação ao tempo gasto para transmissões de informação. Em 2013, esse índice no Norte era quase cinco vezes maior que o do Sudeste – e, ao final do período analisado, 3,6 vezes maior.

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O documento, contudo, mostra que a região Sudeste vive estabilidade de conexão.

Velocidade e telefonia móvel

A pesquisa mostra, além disso, dados sobre velocidade de conexão para empresas e setor público. No total, 40% das empresas declararam ter conexões acima de 10 Mbps em 2015, proporção que foi de somente 26% entre estabelecimentos de saúde e de apenas de 11% entre escolas. O crescimento de conexões acima de 10Mbps mostrou-se desigual entre 2013 e 2015: entre as escolas, subiu de 8% para 11%, um crescimento relativo de 37%; na saúde, cresceu 136%, passando de 11% para 26%; já entre as empresas, o crescimento foi de 66% (de 24% para 40%).

Outra informação importante é sobre o número de conexões de telefonia móvel. O estudo mostra um aumento estabelecimentos com internet 3G e 4G sobretudo nas classes C, com variação de (8,5%), e D (aumento de 18,7%). Os dados apontam para uma preferência destas classes econômicas pelo tipo móvel de conexão.

“Os dados e indicadores analisados nesta publicação, sob uma perspectiva da demanda e oferta, apontam que as políticas públicas devem buscar superar desigualdades que estão fundamentadas na maior parte das fontes de análise – sobretudo nas questões regionais –, mas também aquelas relacionadas aos diferentes atores que usufruem e proveem o acesso à Internet banda larga de qualidade, gerando, assim, um ambiente de infraestrutura tecnológica propício para o desenvolvimento econômico e social", comenta Alexandre Barbosa, gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).

A pesquisa completa está disponível digitalmente no Cetic.br e foi realizada com análise de big data levantados pelo Sistema de Medição de Tráfego Internet (Simet) entre 2013 e 2016, avaliando 13  estados.

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