O acesso ao 4G na América Central

Por José Otero | 17 de Junho de 2015 às 13h05
photo_camera Divulgação

Os seis países de língua espanhola da América Central - Costa Rica, Honduras, El Salvador, Panamá, Nicarágua e Guatemala - exibem diferentes níveis de adoção a novas tecnologias de banda larga móvel. Entre as razões para explicar esta disparidade, identificamos atrasos na alocação do espectro de radiofrequências para a oferta de serviços móveis na região. Não é por acaso que o lançamento do LTE em 700 MHz APT no Panamá só ocorreu agora, após a liberação desta frequência, em março de 2015. El Salvador, por exemplo, mesmo sendo um dos países com maior número de operadores, ainda não comercializa a tecnologia LTE, assim como Cuba e Nicarágua.

É importantíssimo que os governos regionais impulsionem a regulamentação para fomentar o desenvolvimento das tecnologias sem fio de banda larga. Entre as medidas que podem ser adotadas, na 4G Americas temos sugerido maior dinamismo no momento de alocação do espectro e que estes processos sejam abertos e não discriminatórios.

Ainda assim, é importante reduzir os processos burocráticos para a obtenção das permissões para o desenvolvimento de infraestrutura e implementar leis que reduzam a carga imposta aos serviços e dispositivos para, assim, diminuir as barreiras que o consumidor pode enfrentar no momento de adquirir novos serviços de banda larga móvel. Sobretudo, em mercados como os de Honduras e Nicarágua, onde encontramos as rendas per capita mais baixas de todo o hemisfério.

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O crescimento da banda larga móvel na região dependerá das negociações das autoridades de regulamentação da Guatemala, que é o mercado mais populoso da região. Atualmente, apenas dois dos quatro operadores móveis do mercado começaram a oferecer comercialmente serviços de LTE.

No final de 2014, a América Central contava com 52,2 milhões de linhas móveis das quais 14,6% (7,7 milhões) eram de banda larga móvel segundo um estudo encomendado pela 4G Americas para a Signals Telecom Consulting. Espera-se que nos próximos quatro anos o total de linhas cheguem a 58 milhões, sendo 31% destas (17,85 milhões) de banda larga móvel.

A consultoria projeta que o número total de conexões na América Central passe de 39.000 em 2014 para 1,9 milhões em 2019. De acordo com a Signals, Guatemala e Costa Rica aportaram mais de 50% do total de linhas da região com 30,52% e 24,76% respectivamente.

Assim sendo, os mercados de Honduras (17,26%) e de El Salvador (14,27%) somaram um terço das alocações de LTE na região. O Panamá somou 10,38%, Nicarágua 2,8%, completaram as linhas 4G existentes na América Central para este ano.

Infográfico 4g
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