Não Me Perturbe encerra 2021 com 9,55 milhões de números cadastrados

Não Me Perturbe encerra 2021 com 9,55 milhões de números cadastrados

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 17 de Janeiro de 2022 às 23h00
Pexels/Alex Green

Com pouco mais de dois anos de operação, a plataforma Não Me Perturbe encerrou 2021 com 9,55 milhões de telefones cadastrados. Criada em julho de 2019, ela permite o registro de usuários que não querem receber chamadas de telemarketing sobre serviços de telecomunicações e crédito consignado. A plataforma está aberta para adesão de outros setores, como planos de saúde ou redes varejistas.

A iniciativa é parte das medidas de autorregulação do setor para melhorar a relação com os consumidores. Ao longo de 2021, 2 milhões de números foram cadastrados. Os dados são da Conexis, que representa as principais operadoras móveis do país e lidera a implantação do projeto.

A maior parte dos telefones bloqueados é de São Paulo (4,6 milhões). Em seguida aparecem Minas Gerais (856 mil), Paraná (844 mil) e Rio de Janeiro (587 mil). O Distrito Federal tem a maior proporção de números cadastrados na plataforma: são 297 mil, que representam 5,8% dos telefones fixos e móveis.

Plataforma evita ligações indesejadas (Imagem: Reprodução/Unsplash/Jamie Street)

Segundo as operadoras de telecomunicações, a queda de reclamações de usuários é um dos efeitos da Não Me Perturbe — desde abril, elas têm diminuído. Dados da Truecaller indicam que o setor não está entre os que mais fazem ligações indesejadas.

A Conexis destaca que, em 2019, antes da criação da Não Me Perturbe, o segmento de telecomunicações era responsável por 48% das chamadas de telemarketing. “Em 2020, a participação caiu para 6% e, em 2021, o setor não aparece mais na lista da Truecaller."

O sistema de autorregulação das operadoras de telecomunicações atua, ainda, na implantação de normativos de atendimento, cobrança e oferta. Esse material contém orientações para as provedoras e conta com a participação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de conselheiros independentes.

Fonte: Teletime

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