Mercado de Wi-Fi deverá crescer apenas 2% este ano no Brasil

Por Redação | 27 de Agosto de 2015 às 13h00

A empresa de consultoria em Tecnologia da Informação e Telecomunicações IDC Brasil está prevendo um crescimento tímido do mercado de redes sem fio no Brasil em 2015. A estimativa faz parte do estudo Wireless LAN Tracker Q1, elaborado pela companhia. Segundo o levantamento, entre os meses de janeiro e março deste ano, o mercado corporativo adquiriu cerca de 101 mil access points, dispositivos para aumento de alcance de sinal sem fio, transformação do sinal cabeado em sinal wireless ou ainda transformação de sinal wireless em cabeado. Este número é 14% superior do que o conquistado no mesmo período de 2014, gerando uma receita de US$ 21,36 milhões.

O estudo também mostrou que o total de equipamentos vendidos para o consumidor final foi de 969 mil, um desempenho 14% inferior ao do mesmo período do ano passado. As receitas oriundas das vendas para este perfil de consumidor foi de US$ 25,36 milhões.

De acordo com o gerente de Telecom da IDC Brasil, João Paulo Bruder, "no primeiro trimestre deste ano, o mercado de redes sem fio não apresentou crescimento". Um dos fatores, segundo ele, é o fato deste mercado "estar exposto às condições macroeconômicas do país e em um cenário de desaceleração é natural que um mercado que crescia em média dois dígitos – em 2014 foram 18% de alta -– se retraia".

Uma outra justificativa para o fraco desempenho este ano é que as empresas precisam investir em equipamentos mais robustos — e consequentemente mais caros — para dar conta de uma demanda muito maior na comparação como o consumidor final. Para Bruder, "isso explica a diferença de receita e número de equipamentos vendidos entre os dois. O ticket médio do mercado corporativo é bem maior".

O estudo realizado pela IDC também expôs a situação da migração do padrão N para o novo padrão AC, mais rápido e que proporciona maior alcance. Entre as empresas, os roteadores padrão N, com velocidade de 300 MB por segundo, registraram uma queda de 23%. No ano passado, esse modelo representou 66% das vendas, enquanto em 2015, 43%. Já o padrão AC, com velocidade de 1 GB por segundo, obteve um crescimento de 40%, que era antes de 13%. Entre os consumidores finais, segundo o gerente de Telecom, ocorreu o mesmo movimento. O padrão AC passou de 1% para 12% e o padrão N caiu de 92% para 88%. No primeiro trimestre de 2015, US$ 26 foi o ticket médio para as pessoas físicas.

A IDC Brasil acredita que nos próximos anos o crescimento no mercado de redes sem fio irá melhorar. A empresa prevê um crescimento médio de 10% até o ano 2019.

Via IDC Brasil

Fonte: http://br.idclatin.com/releases/news.aspx?id=1905http://ipnews.com.br/telefoniaip/index.php?option=com_content&view=article&id=34636:mercado-de-rede-wi-fi-perde-forca-e-crescimento-nao-passa-de-2-em-2015&catid=30:pesquisas&Itemid=460<

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