Mercado de telecom continua a registrar queda

Por Redação | 17.02.2016 às 13:42
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Números do IBGE mostraram que o setor de telecomunicações continua sofrendo grande impacto da crise econômica instalada no país. De acordo com os dados revelados nesta quarta-feira (17), esse mercado teve queda de 3,2% no mês de dezembro de 2015, continuando uma tendência de reduções que se estendeu ao longo dos três últimos meses do ano passado.

No total do mês, houve queda de 5% no volume de serviços em dezembro, na média de todos os segmentos analisados. Essa redução, entretanto, foi menor que as registradas em outubro (-5,8%) e novembro (-6,4%), o que dá sinais de que a retração pode ser passageira, e que aos poucos, os consumidores estão aprendendo a lidar de maneira mais otimizada com os gastos e as assinaturas de serviços.

Apesar de o panorama parecer um tanto quanto aterrador, uma análise mais profunda dos dados mostra que a situação não é tão grave assim. Apesar da redução de 3,2% em relação a dezembro de 2014, no acumulado do ano passado, o setor de telecomunicações apresenta uma queda de apenas 0,4%, um reflexo dos bons resultados obtidos no começo deste ano. Aqui, estamos falando de negócios como operadoras de telefonia celular e fixa, operadoras de internet e televisão por assinatura, entre outros serviços.

Outro setor que sofreu muitos baques da crise, com o fim da Lei do Bem e outras medidas do governo, foi o chamado TIC, que engloba equipamentos de informática, além dos de telecomunicações. Os dispositivos da primeira categoria registraram uma queda pequena, de apenas 0,4%, motivada pelas compras de final de ano, que aqueceram o mercado mesmo com o aumento nos preços dos produtos.

Passando longe das reduções, entretanto, está o segmento de tecnologia da informação que, por mais que tenha sido impactado pelo fim da Lei do Bem e outras medidas do governo, registrou um impressionante crescimento, de 8,2%. O número, inclusive, foi responsável por reverter uma tendência de queda que se estendia desde outubro de 2015, com reduções de, sucessivamente, 4% e 4,6%. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Fonte: IBGE