Mais 10 milhões de linhas de celular foram canceladas no Brasil em 2015

Por Redação | 08 de Dezembro de 2015 às 17h45

Apesar da popularização dos smartphones, as linhas de telefonia móvel vêm sofrendo queda no Brasil. Entre maio e outubro de 2015, mais de 10 milhões de linhas de celular foram encerradas em todo o país, uma queda inédita para o setor dentro do território nacional.

As operadoras indicam como motivos para o encerramento massivo de linhas móveis a crise econômica e o chamado “efeito WhatsApp”, nome dado à movimentação de clientes que optam por usar bate-papos gratuitos pela internet em vez de manter mais de uma linha telefônica sob sua posse. Em maio deste ano, o Brasil contava com cerca de 284 milhões de linhas móveis, número que caiu para algo em torno de 273 milhões cinco meses depois, em outubro. Ao todo, foram 10.358.097 linhas encerradas no período, uma diminuição de 3%.

Todas as quatro operadoras que atuam no mercado brasileiro foram atingidas pelo grande número de desconexões. A Vivo, operadora com maior número de linhas ativas no país, lidera também o ranking negativo, com 3,6 milhões de perdas na telefonia móvel. Em segundo lugar tanto no mercado quanto no ranking de perdas, a TIM viu clientes encerrarem 3,3 milhões de linhas de celular. A Claro perdeu 2,5 milhões de linhas e, por fim, a Oi reduziu sua base em 1,3 milhão de linhas — tudo isso apenas entre maio e outubro.

O estado de São Paulo liderou o ranking de linhas canceladas, conforme divulgou a Anatel. Ao todo, entre maio e outubro deste ano foram 1,8 milhão de linhas celulares encerradas no estado mais populoso do país. Em segundo lugar está a Bahia, com 987 mil. Fecha o pódio o estado de Minas Gerais, com 914 mil desligamentos.

Efeito WhatsApp

Não é de hoje que as operadoras de telefonia móvel reclamam de serviços como o WhatsApp. A acusação é de que ferramentas como ele utilizam a infraestrutura da empresa (internet) para oferecer um serviço concorrente, mas não arca com investimentos nem paga impostos, tornando a concorrência desleal.

Além disso, é preciso encarar a situação também como uma mudança de comportamento dos brasileiros. A preferência, especialmente entre o público jovem, pelos mensageiros se dá também pela opção por trocar mensagens de texto e foto em vez de realizar chamadas, mesmo que elas sejam oferecidas gratuitamente por estes mesmos aplicativos.

Fontes: G1, Teleco

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