Índia lidera ranking de conectividade mobile

Por Felipe Demartini | 25 de Junho de 2019 às 14h28
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A Índia é o país com maior média de consumo mensal de dados móveis do mundo. De acordo com números divulgados pela Ericsson, os indianos usam, em média, 9,8 GB por mês, um total que coloca o país como o único a aparecer individualmente na lista divulgada pela empresa, parte de um estudo de mobilidade que prevê tendências para o mercado e firma em números o que já está acontecendo.

O consumo indiano, sozinho, é maior do que o registrado em todos os outros territórios do mundo. O segundo lugar, com 7,1 GB mensais por usuário, ficou para o nordeste da Ásia, a região composta principalmente por Japão e Coreia do Sul, enquanto a América do Norte ficou em terceiro, com 7 GB mensais de média por utilizador de smartphones.

Alguns dos motivos para isso coincidem no restante do mundo, onde as ofertas de planos móveis com ampla conectividade está se tornando mais barata, na mesma medida em que o uso de serviços de streaming de entretenimento cresce vertiginosamente nos celulares. Na Índia e em países emergentes da Ásia, há de se levar em conta, ainda, a ascensão dos celulares com bom custo benefício, que levaram a tecnologia a mais pessoas e, com isso, aumentaram consideravelmente a utilização.

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De acordo com a previsão da Ericsson, a média de consumo de internet indiana deve dobrar até 2024, chegando a 18 GB por mês. Entretanto, esse movimento também deve ser sentido com ainda mais força em outros territórios, que deixarão o país para trás. Na América do Norte, que deve ser a líder em utilização daqui a cinco anos, esse total deve chegar a 39 GB, com o oeste da Europa em segundo lugar, chegando a 32 GB (hoje, ela tem uma utilização média de 6,7 GB).

Relatório de mobilidade mostra forte crescimento da banda larga móvel e estagnação das redes domésticas (Imagem: Divulgação/Ericsson)

A América Latina, de forma quase surpreendente, aparece na parte mais baixa do ranking, tanto no presente quanto no futuro. Desafios relacionados aos preços dos smartphones e a planos mais limitados, que levam a uma economia por parte dos usuários, levaram o nosso território a ter a penúltima média da lista, com 3,1 GB de consumo médio. Em 2024, esse total vai quase sextuplicar, chegando a 18 GB, mas, ainda assim, suficiente apenas para nos deixar na antepenúltima posição, à frente da Oceania e Sudeste da Ásia, Oriente Médio e África.

No panorama geral, a Ericsson prevê que 80% do mundo estará coberto por redes LTE até 2024 (hoje, esse total é de 47%), um fator que também deve contribuir para o grande aumento no consumo, uma vez que as redes 5G ainda estarão em etapa de implementação longe dos grandes centros. No primeiro semestre de 2019, a empresa contabilizou um total de 7,9 bilhões de assinaturas móveis em todo o mundo, um número que cresce a um ritmo de 2%, ou 44 milhões de novos assinantes por trimestre.

A situação é diferente nos Estados Unidos, onde, até 2024, 63% das assinaturas de internet móvel já devem ser 5G. Em todo o mundo, 35% de todo o tráfego online móvel registrado até lá deve seguir pela tecnologia. Na América Latina, a Ericsson espera ver o Brasil entre um dos pioneiros na implementação da novidade, que também deve ampliar os números da região, mas apenas 7% das assinaturas serão de quinta geração daqui a cinco anos.

Na maioria dos territórios, total de linhas celulares ativa já ultrapassa o número de habitantes (Imagem: Divulgação/Ericsson)

Na maioria dos territórios, existem mais linhas telefônicas ativas do que habitantes, com a Europa sendo a principal região onde esse fenômeno foi registrado. O mesmo seria verdade para a Índia, não fosse uma queda de 14% nas assinaturas ao longo do último ano, devido a novas políticas das operadoras, que impuseram taxas mínimas de utilização como forma de combater o mal uso das redes, com usuários sendo assinantes de todas as opções do mercado em busca dos valores mais baixos de forma sazonal. A queda, entretanto, não significou uma redução na utilização, muito pelo contrário, com os usuários apenas escolhendo a prestadora de sua preferência e continuando a utilização normal do smartphone.

Os números da Ericsson também mostram estagnação nas assinaturas de banda larga fixa, que não devem cair ao longo dos próximos cinco anos, mas também não apresentarão crescimento. Enquanto isso, chama a atenção o fluxo crescente nos planos de banda larga mobile, que deve se aproximar do total de assinaturas de planos celulares até 2024, com 8,3 bilhões de usuários em todo o mundo.

Fonte: Ericsson Mobility Report

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