Governo quer ouvir Oi sobre pedido de recuperação judicial

Por Redação | 28 de Junho de 2016 às 17h18
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Senadores da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle (CMA) aprovaram, nesta terça-feira (28), um requerimento que solicita audiência pública com representantes da Oi e da Anatel. O pedido foi feito após preocupações quanto à situação financeira da operadora e seu recente pedido de recuperação judicial, de forma, principalmente, a mensurar o impacto desse processo para os clientes da empresa.

A proposta foi apresentada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), que é presidente da CMA. A realização da audiência foi aprovada, mas ainda não tem data para acontecer. Entre os assuntos abordados, estarão os impactos da recuperação judicial sobre os serviços prestados e de que maneira a empresa pretende trabalhar para se reerguer.

Além disso, o encontro deve contar com a presença também da Anatel para discutir os problemas apontados por clientes nos serviços de telefonia móvel, internet banda larga e TV por assinatura. Para Alencar, a agência tem sido complacente e conivente não apenas com os erros e falhas nos serviços da Oi, mas de praticamente todas as companhias de telecom do Brasil, criando uma situação em que o cliente está “permanentemente lesado”.

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) foi além e sugeriu que a CMA instalasse uma CPI da Anatel, de forma a avaliar a atual situação dos serviços prestados no país. Para ele, “isso não aconteceu do dia para a noite” e é preciso apurar sobre quem recai a responsabilidade sobre os problemas e interrupções que quase todo mundo que utiliza celular e internet com frequência já conhece bem. Sobre isso, entretanto, ainda não houve desenvolvimento.

A Oi entrou com pedido de recuperação judicial no último dia 20, alegando ter uma dívida de R$ 65 bilhões, sendo R$ 9,8 bilhões devidos apenas a bancos públicos. Essa é a maior solicitação desse tipo já protocolada no país, tendo sido feita de forma a renegociar um débito que os executivos da companhia consideram “impagável”, principalmente com a ameaça de penhores e bloqueios de ativos que surgem como resultado imediato disso.

Fonte: Convergência Digital

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