Gerente da Anatel garante que leilão do 5G deve acontecer no início de 2020

Por Rafael Rodrigues da Silva | 24 de Setembro de 2019 às 23h50
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De acordo com Agostinho Linhares de Souza Filho, gerente de Espectro, Órbita e Radiodifusão da Anatel, o Conselho Diretor da agência reguladora irá mesmo decidir ainda este ano sobre a proposta do leilão das frequências para rede 5G do país.

Segundo o gerente, os conselheiros da Anatel estão interessados em manter o cronograma inicial do projeto, que previa que os primeiros editais para o leilão fossem publicados no primeiro semestre de 2020. A afirmação vem como resposta a uma reportagem do jornal O Globo, que dizia haver a possibilidade de que o leilão fosse adiado para 2021 devido ao impasse sobre qual solução seria adotada para evitar que as frequências do sinal 5G não interferissem nas antenas parabólicas instaladas pelo país.

Apesar disso, Souza Filho revela que existem alguns fatores que podem acabar atrasando o leilão, mas que estão vinculados a fatores que não estão sob o controle da Anatel. Um desses casos é relativo ao TCU (Tribunal de Contas da União), que tem um prazo de seis meses para concluir a análise do processo e definir junto com a Anatel o valor do leilão. Ainda que se estime que ele deverá ser avaliado em torno de R$ 20 bilhões, o valor final só será definido após a chancela do TCU, e caso o órgão demore o tempo máximo possível para essa decisão há a possibilidade de a publicação do edital ser atrasada.

Já quanto ao problema de interferência no sinal das parabólicas, uma das soluções propostas é a migração da transmissão do sinal de TV para outras frequências, mas antes de efetuar essa migração será necessário calcular os custos para realizar tal mudança, e também definir quem é que irá pagar por ela — algo que é preciso ser discutido com muita atenção, já que muitos domicílios do país dependem do sinal das antenas parabólicas para acessar a TV aberta.

Pelas projeções da Anatel, o número de domicílios que necessitam de uma antena parabólica para acessar a TV varia entre 6,5 milhões e 10,5 milhões, mas é preciso fazer uma nova pesquisa para se chegar a um número real, já que ainda não há uma base de dados exclusiva sobre usuários que necessitam do sinal da antena parabólica para acessar a TV aberta, e as projeções foram feitas em cima das informações coletadas durante as pesquisas sobre como o desligamento do sinal analógico iria afetar os domicílios brasileiros.

Fonte: Tele.Síntese

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