Fusão entre Oi e TIM depende de atualização em regras do setor

Por Redação | 28 de Outubro de 2015 às 15h55
photo_camera Foto: Reprodução

O presidente da Telecom Itália, Marco Patuano, anunciou nesta terça-feira (27) que a Oi dependerá de uma atualização do marco regulatório da telefonia fixa no país para que ocorra uma fusão entre a companhia e a TIM Participações, sua controladora no Brasil.

"Qualquer oportunidade com telefonia fixa que implica investimentos grandes precisa de marco regulatório atualizado. É certo que o marco regulatório vai mudar. Acredito que será em 2016, pois [essa mudança] é importante para favorecer investimentos em telefonia fixa", afirmou Patuano à imprensa.

O presidente ainda negou que a TIM esteja passando por negociações sobre uma possível fusão com a Oi ou com o fundo russo LetterOne. Patuano disse que o resultado da atualização do marco regulatório da telefonia fixa pode viabilizar a possibilidade de uma convergência entre as empresas.

"No modelo atual, há algumas incertezas, em particular a reversibilidade dos ativos em 2025, se tivermos que fazer alguns bilhões de reais em investimento é delicado", afirmou o executivo se referindo aos bens públicos, como ativos de redes e imóveis, concedidos às operadoras ainda em 2005, na assinatura dos contratos de concessão. Com as regras atuais, no fim dos contratos os valores preisam ser devolvidos.

O executivo destacou que o mercado brasileiro é um ativo bastante importante para a Telecom Italia e que apesar de a TIM ainda não querer divulgar os números, a companhia tem a intenção de ampliar os investimentos em redes no Brasil no ano que vem, principalmente em telefonia móvel com redes 4G.

Em relação ao cenário macroeconômico ruim, Patuano diz que haverá aceleração dos investimentos da TIM no Brasil e que existe um problema que não pode ser enfrentado. "Podemos ver pelo outro lado, o real está barato para investidores em euro", completa.

O presidente diz que todas as operadores brasileiras estão passando por dificuldades financeiras nas quais necessitam de investimentos. "Então, ter solidez financeira é importante. A TIM tem uma dívida muito baixa, então acho que isso tem que ser avaliado cna situação global da Oi", finaliza.

Fonte: UOL

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