Furtos de cabos e equipamentos custam R$ 320 milhões por ano no Brasil

Por Redação | 23 de Agosto de 2016 às 22h59

Todo ano, cerca de cinco milhões de assinantes de serviços de telecom sofrem com interrupções por conta de furtos e roubos de cabos, rádios transmissores e equipamentos em redes no Brasil, e repor tudo isso acaba custando R$ 320 milhões por ano para as operadoras. É o que afirma o SindiTelebrasil - Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal.

“Esses atos de vandalismo prejudicam não apenas os consumidores, comprometendo serviços essenciais para toda a sociedade e os diversos segmentos da economia que dependem das telecomunicações, como também as empresas do setor”, explicou um representante do SindiTelebrasil em uma audiência pública realizada nesta terça-feira (23), na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

Ainda de acordo com o sindicato, somente em 2015 foram registradas mais ou menos 5,6 mil ocorrências de crimes envolvendo roubo, furto e receptação de elementos provenientes das redes de telecom. No mesmo ano, foram furtados quatro milhões de metros de cabos e mais de três mil rádios transmissores. Vale ressaltar que o roubo de cabos de energia elétrica também interrompe serviços de utilidade pública, como a polícia, bombeiros e emergência médica.

O custo de R$ 320 milhões ao ano, estimado pelo SindiTeleBrasil, equivale à instalação de 640 antenas de telefonia e banda larga móvel – ou seja, repor equipamentos roubados faz com que as operadoras tenham menos condições de expandir e melhorar sua prestação de serviços à população. E além das perdas patrimoniais, interromper os serviços prestados faz com que as operadoras sejam penalizadas pelo órgão regulador, uma vez que elas precisam cumprir indicadores na prestação dos serviços.

Sendo assim, o sindicato apoia as iniciativas dos projetos de lei que estão tramitando na Câmara dos Deputados, que entendem a relevância dos serviços de telecomunicações e criminalizam o roubo, furto e também a receptação de equipamentos de rede. Para o deputado Edinho Bez (PMDB-SC), que pediu a realização do debate, esses crimes “são condutas de especial gravidade por causarem a interrupção dos serviços básicos prestados à sociedade.”

Fonte: TeleTime

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