EUA alerta aliados da região do Golfo contra o 5G da Huawei

Por Rafael Arbulu | 16 de Setembro de 2019 às 14h30
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A novela de relações estremecidas entre a Huawei e o governo dos Estados Unidos não parece nem um pouco próxima de um final — feliz ou não. No capítulo mais recente, a nação americana começou a alertar seus aliados na região do Golfo sobre a utilização de equipamentos 5G da fabricante chinesa.

Atualmente, nações como Emirados Árabes, Arábia Saudita e o Bahrein utilizam tecnologia da Huawei em algum grau para seus serviços de conectividade e desenvolvimento da rede 5G.

“Nós compartilhamos uma mensagem sobre a importância da segurança da tecnologia 5G e a aplicação de princípios de segurança contra riscos”, disse Robert Strayer, secretário adjunto do Departamento de Estado dos Estados Unidos para assuntos de comunicações cibernéticas internacionais e políticas de informação na quinta-feira (12). Ele acompanhava a visita de Ajit Pai, chefe da Comissão Federal de Comunicações (FCC) aos três países.

A “mensagem” acima foi seguida de uma ameaça de cortar o compartilhamento de informações e inteligência para países que se valham de equipamentos da Huawei em algum esforço. “Nós pensamos que, quando você aplica uma estrutura de segurança, espera-se que a Huawei acabe excluída das entregas do 5G”, disse Strayer durante uma conferência com jornalistas pelo telefone.

Huawei vem sendo alvo de acusações de espionagem pelo governo dos EUA

Ainda não se sabe se as afirmações de Washington surtiram algum efeito. Em março desde ano, Kamal bin Ahmed Mohammed, ministro das telecomunicações do Bahrein, disse que a Huawei havia atingido os padrões de segurança pedidos pelo país e não havia encontrado qualquer motivo para suspeitar da tecnologia chinesa. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes não emitiram qualquer comunicado oficial, mas fontes próximas ao caso alegaram que, internamente, a cúpula governamental de ambos os países dizem que podem “gerenciar o risco”.

As três nações também utilizam tecnologias de outras empresas para a entrega do 5G.

Fonte: VentureBeat

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