Dados móveis vão responder por 60% da receita das operadoras latino-americanas

Por Redação | 17.07.2015 às 09:14
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Um relatório publicado pela consultoria Pyramid Research prevê que a receita com tráfego de dados e serviços de valor adicionado entre as operadoras latino-americanas vai crescer, entre 2015 e 2020, a uma velocidade média de 10% ao ano, respondendo por 60% do faturamento total do setor.

Atualmente, essa participação está em torno de 40% da receita das companhias no primeiro trimestre. Em 2011, os dados representaram 22% do faturamento do setor na região.

Os analistas da Pyramid afirmam que existem duas razões para as operadoras latino-americanas centrarem os seus esforços em planos de dados e serviços de valor adicionado. A primeira são as mudanças regulatórias que estão reduzindo a receita com interconexão de voz; e a segunda diz respeito aos aplicativos OTT (over-the-top) de comunicação que estão se popularizando e impactando o consumo de minutos de voz sobre a rede móvel tradicional.

A Pyramid também prevê que a base de conexões móveis na América Latina vai crescer 3,3% neste ano, atingindo 757,2 milhões em dezembro, o que é equivalente a uma penetração de 122%. Para 2020, a região deve registrar um aumento médio de 3,2% ao ano, alcançando, em um prazo de cinco anos, a marca de 885 milhões de conexões móveis ativas.

A América Latina deverá ser a quarta região com maior crescimento nesse período, ficando atrás da África e Oriente Médio com 5,9% ao ano, da Ásia-Pacífico com 5,3%, e da América do Norte com 3,4%.

Os analistas da companhia ainda afirmam que a expansão da base latino-americana será movimentada pelo aumento da cobertura em áreas que não são atendidas hoje, a implementação de políticas públicas pró-competição, o surgimento de novas operadoras móveis virtuais e o crescimento da adoção de soluções de comunicação M2M (máquina a máquina) e a IoT (Internet das Coisas).

Fonte: Mobile Time