Contas de celulares pré-pagos podem aumentar 50% com correção do Fistel

Por Redação | 26 de Junho de 2015 às 10h31

Executivos de operadoras de telefonia e internet móvel se reuniram no Ministério do Planejamento para discutir o reajuste do Fistel, fundo de fiscalização do setor, que ainda é avaliado pelo governo como uma das possibilidades de aumento de arrecadação.

O diretor presidente do sindicato nacional das empresas de telefonia (Sinditelebrasil), Eduardo Levy, disse que foi apresentada uma visão de negócios. "Um aumento do Fistel, qualquer que seja, vai deixar as empresas com lucro zero. Isso significa que o recolhimento de imposto de renda, que ano passado foi de R$ 2,83 bilhões no setor, também será zero”, afirmou.

A movimentação das empresas vem acontecendo desde que o Ministério da Fazenda procurou a Anatel para saber sobre uma eventual correção no valor de taxas setoriais devido à inflação acumulada. O Fundo de Fiscalização das Telecomunicações é a taxa mais significativa para as companhias do setor, pois é cobrada de cada chip em funcionamento. Atualmente, existem mais de 280 milhões de unidades. Caso a inflação, que está acumulada desde 1998, seja corrigida, as empresas deverão pagar R$ 5 bilhões ao ano.

As companhias afirmam que os clientes também deverão ser afetados pela medida, pois, segundo Levy, "a conta dos celulares pré-pagos subiria 50%". De acordo com projeções da Anatel, a sugestão levada ao governo é uma redução de 30% a 40% no número de chips ativos.

Levy finaliza dizendo que o governo segue buscando aumentar a arrecadação, mas já concluiu que o setor de telecomunicações merece uma análise mais detalhada.

Fonte: Convergência Digital

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