Celulares devem ultrapassar total de linhas fixas até 2020

Por Redação | 03 de Junho de 2015 às 14h25

Faltam menos de cinco anos para que a gente possa dizer, sem medo de errar, que o mundo ficou definitivamente móvel. Essa é a expectativa da Ericsson que, em uma nova pesquisa, prevê que o total de celulares em operação no mundo deve ultrapassar o de linhas fixas. A expectativa é de que 6,1 bilhões de pessoas estejam usando smartphones como meio de comunicação até 2020.

E esse crescimento todo, assim como os próprios números de vendas dessa indústria, vem dos países emergentes. Enquanto o aumento na habilitação de linhas e compra de novos produtos tem apresentado sinais de estagnação nos Estados Unidos e Europa, nomes como China e Índia despontam cada vez mais nos números desse segmento, mostrando que, por lá, a demanda por novos modelos e inovações tecnológicas está mais forte do que nunca.

Nações do Oriente Médio, África e da região asiática devem ser responsáveis por 80% de todas as assinaturas novas de serviço ao longo dos próximos cinco anos. Nomes já citados, como Índia e China, devem se unir a outros como o estreante Mianmar, que já aparece na terceira posição em taxa de novas linhas, e a Indonésia. O Japão é o único país desenvolvido no top 5, aparecendo na quinta posição.

O total obtido, de 6,1 bilhões de usuários mobile, corresponde a 70% da estimativa de população mundial para 2020, o que mostra também a importância cada vez mais central dos aparelhos na vida das pessoas. Eles serão responsáveis por cerca de 80% de todo o tráfego de internet mobile daqui a cinco anos, reforçando ainda mais uma tendência atual: a de que existe uma troca cada vez maior dos computadores e meios tradicionais de acesso à internet pelas plataformas móveis.

Aqui, mais uma vez, a grande estrela será a região asiática, de onde virão cerca de 45% de todos os acessos móveis realizados ao longo dos próximos cinco anos. Por outro lado, os Estados Unidos e alguns países da Europa continuarão sendo líderes quando o assunto é a utilização por usuário. A grande tendência aqui é o consumo de vídeo.

Tudo na mão

Falando em vídeo, nomes como YouTube e Netflix continuarão a liderar a corrida do consumo de dados, mantendo suas posições atuais como os serviços mais famintos por banda. No total, porém, serviços de streaming serão responsáveis por cerca de 60% de todo o consumo de internet por meio de aplicativos. Plataformas musicais como Spotify e Rdio aparecem no segundo lugar.

Enquanto o consumo de dados dentro de apps deve subir cada vez mais, o tráfego “tradicional” deve cair. A Ericsson enxerga uma tendência de queda no uso de navegadores, uma vez que os softwares disponíveis para os smartphones e tablets já dão conta, de forma muito melhor, de boa parte das atividades desejadas pelos usuários. Hoje, esse total corresponde a 10% de todo o consumo de dados e, em 2020, deve estar em menos de 5%.

No estudo, a empresa percebeu também uma influência direta no tamanho das telas sobre o consumo de mídia. Parece óbvio, mas usuários com dispositivos de displays maiores têm uma tendência a utilizarem mais plataformas de vídeo, pois eles permitem uma melhor experiência para o espectador. Como os smartphones investem em telas com cada vez mais polegadas, então, carregam consigo o aumento nesse quesito.

Olho no futuro

Internet das Coisas

Se levarmos em conta ainda a Internet das Coisas e outras soluções do tipo, então, os números serão explosivos. A expectativa da Ericsson é que, ao final de 2020, tenhamos mais de 26 bilhões de dispositivos conectados à internet em todo o mundo. Os smartphones e tablets devem corresponder a cerca de 40% desse total.

Por isso mesmo, a empresa dá uma orientação desde já às empresas de telefonia: invistam. Todo esse crescimento só será possível caso os usuários tenham serviços de internet, tanto em redes móveis quanto Wi-Fi, que comportem o aumento da demanda. Entre as operadoras, a guerra será vencida por aquelas que apresentarem as melhores soluções com o preço mais barato.

Em meio a tantas mudanças, porém, um aspecto permanece imutável desde os primórdios dos celulares. Mesmo com toda a inovação em termos de smartphones, as duas funções utilizadas com mais frequência pela maioria dos usuários permanecem sendo os SMSs, em primeiro lugar, e as chamadas, em segundo. Isso vale, principalmente, para os países desenvolvidos, com pessoas que usam celulares há anos e ainda não perderam o amor por seus sistemas mais básicos.

O levantamento dos dados apresentados pela Ericsson foi feito a partir das informações fornecidas por 100 operadoras de telefonia ao redor do mundo.

Fontes: Ericsson Mobility Report, TechCrunch

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