Brasil registra queda recorde na base de usuários 2G

Por Redação | 09.10.2015 às 15:03

O mercado brasileiro de acessos móveis perdeu 1,427 milhão de conexões no mês de agosto, registrando um total de 280,022 milhões de linhas, de acordo com dados divulgados pela Anatel na última quinta-feira (8). Isso aconteceu devido a uma perda recorde em acessos na base 2G.

Segundo o relatório, o número é um pouco menor do que o registrado em dezembro de 2014, quando o mercado possuía 280,7 milhões de acessos. Com pico registrado em maio, o País chegou a contar com 284,1 milhões de linhas.

A queda da base não conseguiu ser interrompida por fatores como o crescimento atípico das conexões M2M e o avanço da rede LTE (4G). A tecnologia GSM registrou uma perda de 4,861 milhões de acessos no período, sendo uma queda de 5,48%, e uma diminuição total de 28,996 milhões de linhas, 25,69% a menos, em relação ao mês de dezembro.

A Anatel ainda registrou que as conexões M2M Padrão mostraram um crescimento atípico de 1,081 milhões de acessos, sendo um aumento de 14,32%, depois de quatro meses em decadência. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações, isso aconteceu pois foram registrados alguns acessos da categoria como GSM em julho. Totalizando, estas conexões alcançaram 8,636 milhões. Em relação às linhas M2M Especial, o aumento foi de 6,71% (apenas 158 mil a mais), fechando o mês de agosto com uma base de 2,515 milhões de acessos.

4G

A base LTE é uma que está em constante crescimento. A maior parte dos smartphones já acompanha a tecnologia e muitos deles possuem custo menor do que R$ 700. Com isso, o mercado total registrou um aumento de 1,893 milhões de acessos líquidos (12,92%) em relação ao mês de julho. Comparando com dezembro, o acumulado representa um aumento de 144,55%, sendo quase 10 milhões de acessos.

A Vivo foi a operadora que mais registrou crescimento, com 664,3 mil adições (11,65% a mais). A empresa conta com 38,49% de market share e uma base de 6,368 milhões de linhas 4G. Atrás da Vivo está a TIM, com 4,647 milhões de acessos (aumento de 13,77%). Em terceiro está a Claro que, em agosto, contava com um aumento de 11,21% de acessos, totalizando 3,031 milhões. Por último ficou a Oi, que passou da marca de dois milhões de clientes depois de apresentar um crescimento de 19,33% no mês.

Mesmo ficando na quarta colocação no mercado, a Oi foi a operadora que apresentou o maior aumento proporcional na sua base: 273,41%. No quesito de adições líquidas, a Vivo foi quem colocou mais linhas, sendo 3,738 milhões em apenas oito meses, registrando crescimento de 142,14%.

No período, todas as operadoras acabaram mais do que dobrando a sua base, inclusive a Nextel, que opera com 4G somente no Rio de Janeiro e com faixa de 1,8 GHz. A companhia fechou o mês de agosto com 472,9 mil acessos, sendo um aumento de 7,45% no mês e 141,02% no ano.

3G

O mercado de handsets WCDMA, em agosto, também apresentou um aumento em relação ao mês anterior, registrando 0,07% em julho e 0,21% no mês seguinte. Ou seja, foram 843,8 mil adições líquidas para um total de 162,3 milhões de linhas. A tecnologia segue sendo a mais popular do Brasil, ficando com 57,96% da base. O crescimento no ano foi de 12,17%.

A Oi foi a operadora que mais cresceu em adições líquidas no mês, acrescentando 288 mil novas linhas, totalizando um aumento de 1,15% em base de 25,378 milhões. Já a Nextel foi quem mostrou maior aumento proporcional, sendo 6,26% em um total de 1,576 milhões de acessos.

Disputando o segundo lugar no mercado 3G estão a TIM (25,29% do mercado), que chegou a uma base de 41,047 milhões, com aumento de 0,44%, e a Vivo (25,33%), que conta com uma base de 41,114 milhões, com queda de 0,39%. A Claro, apesar de também apresentar uma queda de 0,13% ao mês, é a líder com 52,070 milhões de conexões 3G e com 32,08% do mercado.

O mercado de banda larga móvel apresenta um crescimento de 1,20% no mês e 17,17% no ano, sendo que em agosto a base contava com 185,012 milhões de acessos. Isso juntanto a base de terminais de dados de 6,160 milhões de linhas (com queda de 0,69% no mês e 4,15% no ano) e de handests LTE.

Porém, as 27,115 milhões de adições líquidas da banda larga móvel não compensam a perda de 28,996 milhões de acessos 2G entre os meses de dezembro e agosto. Com isso, a base da segunda geração acabou fechando o mês com 83,856 milhões, sendo 29,95% do total do mercado móvel. Os dados explicam a redução total da base no ano, que apresentou queda de 0,25% (705,8 mil menos acessos).

Pagamento

A forma de pagamento do serviço também vem apresentando mudança. A base pré-paga acabou perdendo 1,962 milhão de acessos, sendo uma queda de 0,93% no mês de agosto, registrando um total de 208,022 milhões, com uma fatia de 74,29% do mercado. No ano, o recuo registrado é de 2,30%, sendo 4,907 milhões de linhas a menos do que em dezembro.

Em relação ao pós-pago, o aumento foi de 535,4 mil acessos em agosto, 0,75%, e 4,202 milhões, ou 6,20%, no ano, chegando a um total de 72 milhões de linhas. Em dezembro, a participação era de 24,25% e, em agosto, 25,71%.

Somando as tecnologias e as modalidades, a operadora que conta com a maior base é a Vivo, sendo 81,430 milhões de acessos, ou 29,08%. Na sequência está a TIM, com 26,21% do mercado e 73,388 milhões de acessos, depois a Claro, com 25,43% e 71,209 milhões, e a Oi, com 17,87% e 50.046 milhões

Fonte: Mobile Time