Brasil já registrou mais de cinco milhões de celulares como roubados desde 2000

Por Redação | 06.08.2015 às 16:14
photo_camera Echtner/Wikimedia Commons

A Anatel conta com um cadastro de celulares perdidos e roubados do País que foram reportados às operadoras móveis para que sejam bloqueados, impossibilitando a utilização com outra linha. Até então, o recurso que começou no ano 2000 já registrou 5,5 milhões de aparelhos.

A informação foi divulgada pelo superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, José Alexandre Bicalho, em uma audiência pública na Câmara dos Deputados. Ele afirma que o número total é muito maior, mas que nem todos os usuários têm conhecimento da existência do número do IMEI e da possibilidade de bloqueio.

Bicalho explica que se o dono do aparelho não informar o número do IMEI, não é possível bloquear o aparelho. "A prestadora registra a identificação dos aparelhos roubados no sistema e esses terminais não podem mais ser usados na rede, são bloqueados", diz.

Ele ainda comenta que o sistema tem muito a melhorar. "Alguns problemas que identificamos são a falta de comunicação pelo usuário do número de identificação do aparelho e a dificuldade de incluir grandes volumes de aparelhos no sistema nos casos de roubos de carga, por exemplo", afirmou Bicalho.

Algumas soluções foram propostas para resolver esse problema, como a possibilidade de bloquear o aparelho roubado informando apenas o número do telefone, a criação de uma nova interface que permita o bloqueio de vários aparelhos de uma vez, o bloqueio com a ajuda de terceiros, como a Polícia Civil, além da atualização do sistema em nível não apenas local, mas nacional. "Estamos avaliando ainda a possibilidade de o usuário bloquear o aparelho através de um mecanismo de hardware. São tecnologias que estão sendo desenvolvidas pelos próprios fabricantes, e estamos aguardando", completou.

De acordo com Eduardo Levy, presidente executivo do SindiTelebrasil, existe o interesse do setor em colaborar e bloquear o aparelho roubado, e o único cuidado seria evitar bloquear celular de terceiros indevidamente. Levy ainda afirma que podem existir algumas falhas no sistema. "Ninguém conhece o IMEI. Na medida em que não for mais necessário informar esse número na hora do bloqueio, vai resolver a situação", diz.

Fonte: Mobile Time